Acesso as 15.04 - 01/04 http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/sustentabilidade/conteudo_230108.shtml
É com grande satisfação e uma enorme consciência de limites (eu quase digo uma consciência ecológica de limites) que eu aceitei participar desta auspiciosa reunião inaugural do projeto "Planeta Sustentável". Minha presença aqui, como conferencista de ocasião, é devedora dos argumentos verdadeiramente evangélicos e a confiança do Matthew Shirts (diretor da revista National Geographic). E eu espero não decepcioná-lo e nem aos ilustres participantes aqui congregados, obrigados a me ouvir.
O que pode dizer um antropólogo social, um especialista em sociologia comparativa, em sociedades tribais e sociedade brasileira sobre um tema tão vasto, quanto especializado?
Não sendo um conhecedor de matéria ecológica, canalizei a minha fala para o que eu vejo como a implicação cultural, moral, ideológica ou social mais significativa do desastre ecológico mais que anunciado para a modernidade. Mais precisamente, para os valores que se enfeixam naquilo que podemos chamar de "ideologia moderna". E, num sentido mais preciso, para essa ideologia no limiar de um novo século e milênio, pois, pela primeira vez, essa ideologia, cujo centro é o individualismo como doutrina e valor, vê-se obrigada a enfrentar o seu contrário: os seus limites, as fronteiras diante das quais ela agora vislumbra (a contra-gosto) o final de um mundo infinito. De fato, vejam o contraste.
O século XVIII foi o momentoso tempo das Luzes. Das iluminações que aclararam a consciência humana, consolidando a perspectiva científica do mundo quando descobriu as "leis imutáveis" da natureza e, por meio delas, as previsões que foram tão básicas na fabricação dessas máquinas que ampliaram e prolongaram os nossos sentidos e o nosso corpo. O século do Iluminismo foi, também, a ocasião na qual a escuridão da magia e da superstição teriam sido desbancadas pela luminosa aplicação da ciência natural aos costumes e valores sociais. Esse foi o momento no qual uma nova postura diante do mundo tomou um impulso inusitado, graças a postulação da idéia de uma natureza humana duplamente independente. De um lado, de Deus; do outro, de uma natureza inteiramente diferenciada da sociedade.
Domínio inesgotável, a ser infinitamente explorado pelas novas técnicas que eram o fruto concreto das idéias científicas e que foram responsáveis por um conjunto de extraordinárias transformações materiais e morais no seio da sociedade. Agora, existia natureza e sociedade e, na sociedade, religião e política eram esferas separadas. Um dos resultados do Iluminismo foi a idéia de que o Paraíso poderia ser construído neste mundo e não mais encontrado após a morte num outro mundo. Foi essa idéia fundamental que, como demonstrou Weber, fez com que fossem liberadas todas as energias sociais com o advento e a hegemonia do Calvinismo, como responsável pelo quadro de valores do capitalismo e do mundo por ele criado.
O século XIX e o XX deram seguimento, aprofundando e consolidando essas novas perspectivas no plano político e social. Não preciso lembrar que foi esse período que consolidou e tornou popular, senão trivial, a idéia de modernidade e, com ela, a de que os indivíduos poderiam romper com o todo (a sociedade) de modo a fazer valer os seus interesses, obter justiça ou alcançar a felicidade essa base da noção ocidental de revolução.
Este foi o momento em que aplicou-se à sociedade aquilo que se havia descoberto pelo estudo da natureza. O resultado acumulado apesar de todos os seus desastres e tragédias (autoritarismo, comunismo, fascismo, racismo e holocausto, provas de que planejamento racional do futuro seria possível e conseqüências da racionalidade da qual resultava esse planejamento) persistia.
Havia um elo de continuidade dentro do quadro de valores do Ocidente iluminado pelo Iluminismo, que atravessou todos os experimentos sociais e políticos, tanto do século XIX quanto do século passado.
Deste modo, apesar de todos os problemas e tragédias, as idéias de progresso baseado no desenvolvimento tecnológico, de evolução linear fundada no conflito, de transformação baseada no crescimento quantitativo, mais do que qualitativo, persistiram e continuaram alimentando o ethos e uma atmosfera de otimismo que se repetia: claro, tivemos guerras! Claro, tivemos múltiplos etnocídios! Claro, tivemos miséria e decepções!...
Mas há, em toda essa nossa trajetória, um conjunto de inegáveis conquistas que justificam um otimismo e um progresso, os quais, num sentido profundo, nos davam a certeza de sermos os senhores do universo; os patrões absolutos do planeta. O HOMEM (homem mesmo, entidade masculina, branca, falante de inglês, francês ou alemão; que engloba a mulher, a criança, o "primitivo" e o velho), é mesmo o ser para o qual tudo seja pela vontade divina ou pela força do materialismo cientifico, dialético e certamente transcendental convergiu.
Para quem, como eu, nasceu nos anos 30 e foi um leitor embalado pelo otimismo progressista e pela engenhosidade utilitária mágica de Julio Verne, o século 21 era o futuro. Tudo o que li e me foi prometido iria ocorrer neste famoso milênio recém-inaugurado. Daí, talvez, o medo do terrível, do velho aforismo admoestatório: "de mil passarás, mas a dois mil não chegarás!", que uma vez ouvi de uma professora religiosa e severa, moto que, no seu pessimismo milenarista, esvaziava as grandes promessas do novo século.
Mas o século passou e as crises anunciadas, como a de uma Terceira Guerra Mundial se desfizeram. Desapareceu o Dr. Strangelove e, com ele, as promessas de uma inevitável conversão ao socialismo totalitário. Realmente, em vez do triunfo de uma sociedade finalmente administrada pela racionalidade do princípio segundo o qual, cada homem de acordo com suas necessidades, o que testemunhamos foi um tremendo desmascaramento orweliano. Desmanchou-se a União Soviética; descobrimos os horrores do Stalinismo e do Maoismo; e, pior que isso, emergiram como potências nações orientais que, na imaginação Iluminista, jamais seriam capazes de dominar a racionalidade necessária ao comando da indústria e da comunicação em larga escala. Os perdedores da Segunda Guerra Mundial o Japão e a Alemanha foram os grandes vencedores. Em seguida, o socialismo burocrático e da nomenclatura, caiu com o Muro de Berlim.
E, no final das contas e no limiar do milênio, quem deu um novo e inesperado formato na geopolítica planetária não foi nenhuma das revoluções anunciadas, como a energia nuclear, mas a da informática e dos meios de comunicação, que permitiu uma imprevista globalização financeira tocada pelo consumismo fanático, ao lado de eis outra dimensão impensável pela racionalidade materialista e utilitária um messianismo Islâmico igualmente não antecipado. Tudo isso tendo, como cenário, o dado maior deste mágico 2007: a descoberta e a plena consciência de que o planeta, e não apenas uma ou duas de suas regiões, corria o risco de destruição.
Para quem imaginava o século 21 como o marco das utopias, como o momento em que as doenças, a pobreza, o fanatismo e, até mesmo, a morte seriam finalmente derrotados, esses cruzamentos computarizados de extrema pobreza, extremada violência, doença e fome na África, no Haiti e no Brasil, com obesa abundância e o consumismo desenfreado nos Estados Unidos e na Europa ocidental, assombram.
Eis um novo século e um novo milênio no qual, em vez de um esperado e inevitável otimismo, temos o justo oposto. Um milenarismo às avessas: uma cruzada, não mais para implementar o progresso baseado na exploração brutal e contínua da natureza, mas para a dura e assustadora tomada de consciência de que a tal "natureza" também tem um limite. Que, sendo tão viva quanto nós, ela também tem um ciclo vital.
Tal consciência nos leva e esse é um tema básico para a reflexão do Planeta Sustentável a uma imediata e necessária reformulação, não só das agressões aos recursos naturais como objetos passivos e inermes, mas da velha e fundamental dualidade entre natureza e cultura; entre animais e homens para que se possa efetivamente salvar o planeta e, com ele (isso ninguém diz), salvar a humanidade! Ou seja, a ideologia individualista que nos controla debaixo do epíteto chamado "ideologia moderna" tem, hoje, que se haver com os efeitos de suas postulações. Com as conseqüências inesperadas e, como dizia Weber, não previstas de seus atos que, sempre implicam, como sabemos mas não gostamos de aquilatar, outras pessoas, grupos, sociedades, bem como os seus próprios limites. No mercado, o preço e o lucro (ou o prejuízo) são os limites; na vida social, o limite é a consciência da interdependência entre sistemas, é o resultado irracional que transforma a razão utilitária (obter lucro, ganhar competitividade, ser o melhor, etc...) em máquinas de destruição.
Em outras palavras, devemos voltar a escutar, como faziam nossos antepassados e como fazem os nossos índios e os "primitivos" em geral, os animais. Devemos voltar a pensar a sociedade não contra a natureza, mas com ela; e a natureza como sendo ela mesma um sujeito dotado de humanidade. Talvez, depois de termos incessantemente naturalizado a sociedade através da crença na superioridade inata (natural e biológica) de certos grupos sobre outros, de termos justificado certas leis, práticas e costumes como sendo mais adequados, porque seriam mais próximos da essência do DNA humano, tenha chegado o momento de pensar igualmente na humanização da sociedade. Numa visada pela qual se possa ultrapassar os limites da grande divisão entre natureza e cultura para que se possa ter um planeta capaz de sustentação. Essa sustentabilidade que obriga ouvir os animais, as plantas e, sobretudo, aqueles que, melhor que ninguém, vivem esse equilíbrio entre seus valores e os da natureza porque, entre eles, a natureza integrada na sociedade (ou atropomorfizada) não é uma inimiga, mas faz parte de seus códigos e linguagens.
O desastre ecológico reintroduz, no horizonte moderno, o limite para a tese de que a sociedade é o resultado de um contrato exclusivo entre indivíduos livres e exige repensar a prática da reciprocidade e da mutualidade entre pessoas e grupos e entre convenções e natureza. As brutais conseqüências de um estilo utilitário e comercial de exploração da natureza forçam-nos a reaprender a interdependência entre animais, montanhas, flores, florestas e sociedades. Como os primitivos, a humanidade pós-devastação ecológica (se houver uma), deverá incluir, não apenas "homens", mas, também, animais e espécies naturais todos como cidadãos, senão como irmãos em sua nova cosmologia. Como peças básicas, complementares e interdependentes, naquilo que antigamente se chamava de "grande cadeia dos seres".
Quem, no século passado, teria sido capaz de prever essa embrulhada brasileira de uma vida urbana, afinal cosmopolita majoritária, democraticamente popular, mas sem a menor segurança, limite e civilidade? Quem poderia antever esse nosso mundo inflado de atrações mas, ao mesmo tempo, assolado pela incúria administrativa e pela mendacidade política como valor? Se o século 20 acabou com Deus, como é que hoje vivemos tantas guerras religiosas? Como é que a previsão de um século 21 paradisíaco, terminou nessa enorme lista de violência, de conflitos insolúveis e de tanta dor, perda e sofrimento?
Cá estamos diante do sétimo ano do novo século e o que aparece diante de nós é o mais desolador prognóstico de destruição.
O bicho-homem, a espécie sem especificidade porque destituída de natureza, de programa geral e de instinto; o macaco nu onívoro, inventor da roda, da música, da piedade e da bomba atômica que começou ceifando o mato em torno de suas cabanas e, tendo construído a "aldeia global", tem também liquidado o planeta por meio de uma exploração impiedosa de todos os seus domínios.
A Terra, antes tomada como mãe generosa pelo pensamento desdenhado como primitivo e mágico, foi finalmente modernizada. Ela é, agora, a propriedade privada de estados nacionais (com suas novas magias de soberania nacional) e de companhias multinacionais (com seus índices sagrados de crescimento que rendem extraordinários e igualmente mágicos rendimentos). Finalmente, o pensamento racional, embutido no mercado e na configuração individualista que molda nossas sociedades, deu-nos a liberdade.
Enfim, o senhor do mundo, aquele que vivia à mercê dos deuses e que foi feito à imagem e semelhança do Criador conseguiu viva! liberar-se de si mesmo e das coerções morais que se manifestam nos resultados de suas ações. Tudo o que lhe havia tolhido a existência da felicidade individual foi colocado entre aspas.
Livre para amar tanto o caos (e a morte), quanto a ordem, o senhor do mundo vai finalmente consumar o seu maior feito: a destruição do próprio planeta. Do nicho onde vive, da Terra-mãe que o sustentou e lhe viu nascer, do cenário onde desempenhou tantos papéis, lutou tantas batalhas, gozou e sofreu em tantas realizações, viveu e morreu em tantas tragédias.
O que os oráculos anunciam em 2007 não é simplesmente que "o político X vai morrer", que quem é de Touro vai ter um grande ano ou que a Mariazinha vai encontrar um grande amor. É, puxa a vida, o fim do planeta!
Graças a um consumismo estabelecido como religião, a nave na qual o Homem Iluminado tem navegado pelo infinito do Universo, está sucumbindo. E como que para aumentar sua glória e abrilhantar, como uma valsa de Johan Strauss, a sua capacidade destrutiva, o fim do planeta não resulta de um conflito lógico entre blocos representativos do Bem ou do Mal, da Liberdade e da Submissão, ou do "nosso" Deus e do "deles". Resulta precisamente da hegemonia da parte sobre o todo, dos atores sobre a peça, do padre sobre a missa, da palavra sobre o texto.
Essas são as preocupações que queria compartilhar com vocês. A ideologia moderna, baseada num individualismo feroz e brutal, contido frequentemente pela polícia, terá que ser inevitavelmente disciplinada e, no limite, transformada, não por algum sinistro coletivismo fascista, mas pelo seu alcance planetário, pela sua imensa capacidade destrutiva, pela tecnologia e pelo consumismo que ela própria engendrou.
Se fui otimista, peço desculpas. Se admoestei, fico feliz porque foi minha intenção dizer que o desastre ecológico nada mais é do que o final de uma peça onde o Autor deseja não somente envolver o público, mas também destruir os cenários, o palco, o teatro e a cidade que o abriga. Afinal, o que o desastre ecológico nos lembra é que, se o mundo não tem um texto, como gostam de afirmar os modernos, ele tem sim, como a morte, um limite.
Roberto da Matta
Antropólogo e conselheiro do Planeta Sustentável.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
sustentabilidade é
Acesso as 14.54 -02/04 http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/sustentabilidade/conteudo_226382.shtml
Caco de Paula é jornalista e publisher do Planeta SustentávelAtender às necessidades do presente sem comprometer as possibilidades de as futuras gerações atenderem às suas próprias necessidades. Esta é uma das definições mais abrangentes de sustentabilidade.
Para ser sustentável, qualquer empreendimento humano deve ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito. Mas esses conceitos, que parecem óbvios, simples sinais de bom senso, infelizmente ainda estão longe da prática cotidiana de muitas pessoas, grupos, empresas e governos. Tanto que um movimento mundial pela sustentabilidade surge como resposta ao seu contrário: a insustentabilidade provocada pelo que é ecologicamente errado, economicamente inviável, socialmente injusto, culturalmente inaceitável.
Para agir de forma sustentável devemos ter visão de longo prazo, consciência de que nossas relações sociais e nosso estilo de vida impactam diretamente a realidade à nossa volta - e que devemos ter solidariedade com nossos descendentes. Para que isso aconteça de fato, é preciso entender a construção da sustentabilidade como um desafio de muitas faces. Só assim conseguiremos encontrar as múltiplas respostas que o problema impõe. É exatamente essa a missão do projeto Planeta Sustentável, que se destina a estimular o debate, reconhecer boas práticas e difundir conhecimento. A face mais visível desse desafio está ligada ao ambiente, principalmente por causa da emergência do aquecimento global, hoje, mais do que um alerta, dramático sinal das conseqüências causadas pelo que fizemos e pelo que deixamos de fazer.
Sustentabilidade é um tema em construção. Há muito o que aprender a respeito. Mas já sabemos que tem a ver com atos de nosso cotidiano. Desde estilo de vida e consumo de cada um de nós, até a forma como lidamos ou deixamos de lidar com o lixo que produzimos. Tem a ver com a maneira como usamos os recursos e energias disponíveis. Tem muito a ver com nossa atitude em cada momento de nossas vidas.
Nem sempre, é claro, problemas e soluções estão diretamente nas mãos de cada um de nós. Mas, de alguma maneira, ainda que indireta, podemos influir em decisões que dependem de políticos que elegemos ou deixamos que fossem eleitos, ou de empresas que são mantidas por quem compra seus produtos. É nessas esferas, político-econômicas, que estão grandes decisões a respeito de modelos de desenvolvimento, políticas de saúde, projetos de educação. Hoje, cada vez mais, as pessoas entendem os problemas da biosfera e passam a pensar globalmente. Isso é ótimo. Mas não é tudo. É preciso também pensar e agir localmente. Procurar ter mais influência no que acontece em nossa própria cidade. Saber o que e como pode ser feito em soluções para a casa e a cidade.
O Planeta Sustentável tem a participação de dezenas de revistas e sites da Editora Abril e conta com um conselho consultivo, composto por especialistas de diversas áreas, além de representantes de empresas patrocinadoras (veja nos Canais Especiais) interessadas na difusão de conhecimentos. Em sua primeira fase de um ano, o projeto prevê a realização de fóruns de discussão e de produção de conteúdo capaz de informar e qualificar as ações. E, para isso, se propõe a manter um constante debate, com a participação de uma série de organizações convidadas.
Algum sábio já disse que é melhor resolver os problemas quando eles ainda são pequenos. Em muitos dos desafios que temos de enfrentar para conseguir uma vida mais sustentável, talvez já tenhamos perdido algumas oportunidades de enfrentar problemas ainda pequenos. Mas é sábio lidar com eles antes que cresçam ainda mais. Para isso, é preciso enxergá-los imediatamente, ver quais são as soluções possíveis e buscá-las. Essa é a nossa missão - e o convite para que você participe da construção de algo a ser legado às próximas gerações: um planeta sustentável.
Caco de Paula é jornalista e publisher do Planeta SustentávelAtender às necessidades do presente sem comprometer as possibilidades de as futuras gerações atenderem às suas próprias necessidades. Esta é uma das definições mais abrangentes de sustentabilidade.
Para ser sustentável, qualquer empreendimento humano deve ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito. Mas esses conceitos, que parecem óbvios, simples sinais de bom senso, infelizmente ainda estão longe da prática cotidiana de muitas pessoas, grupos, empresas e governos. Tanto que um movimento mundial pela sustentabilidade surge como resposta ao seu contrário: a insustentabilidade provocada pelo que é ecologicamente errado, economicamente inviável, socialmente injusto, culturalmente inaceitável.
Para agir de forma sustentável devemos ter visão de longo prazo, consciência de que nossas relações sociais e nosso estilo de vida impactam diretamente a realidade à nossa volta - e que devemos ter solidariedade com nossos descendentes. Para que isso aconteça de fato, é preciso entender a construção da sustentabilidade como um desafio de muitas faces. Só assim conseguiremos encontrar as múltiplas respostas que o problema impõe. É exatamente essa a missão do projeto Planeta Sustentável, que se destina a estimular o debate, reconhecer boas práticas e difundir conhecimento. A face mais visível desse desafio está ligada ao ambiente, principalmente por causa da emergência do aquecimento global, hoje, mais do que um alerta, dramático sinal das conseqüências causadas pelo que fizemos e pelo que deixamos de fazer.
Sustentabilidade é um tema em construção. Há muito o que aprender a respeito. Mas já sabemos que tem a ver com atos de nosso cotidiano. Desde estilo de vida e consumo de cada um de nós, até a forma como lidamos ou deixamos de lidar com o lixo que produzimos. Tem a ver com a maneira como usamos os recursos e energias disponíveis. Tem muito a ver com nossa atitude em cada momento de nossas vidas.
Nem sempre, é claro, problemas e soluções estão diretamente nas mãos de cada um de nós. Mas, de alguma maneira, ainda que indireta, podemos influir em decisões que dependem de políticos que elegemos ou deixamos que fossem eleitos, ou de empresas que são mantidas por quem compra seus produtos. É nessas esferas, político-econômicas, que estão grandes decisões a respeito de modelos de desenvolvimento, políticas de saúde, projetos de educação. Hoje, cada vez mais, as pessoas entendem os problemas da biosfera e passam a pensar globalmente. Isso é ótimo. Mas não é tudo. É preciso também pensar e agir localmente. Procurar ter mais influência no que acontece em nossa própria cidade. Saber o que e como pode ser feito em soluções para a casa e a cidade.
O Planeta Sustentável tem a participação de dezenas de revistas e sites da Editora Abril e conta com um conselho consultivo, composto por especialistas de diversas áreas, além de representantes de empresas patrocinadoras (veja nos Canais Especiais) interessadas na difusão de conhecimentos. Em sua primeira fase de um ano, o projeto prevê a realização de fóruns de discussão e de produção de conteúdo capaz de informar e qualificar as ações. E, para isso, se propõe a manter um constante debate, com a participação de uma série de organizações convidadas.
Algum sábio já disse que é melhor resolver os problemas quando eles ainda são pequenos. Em muitos dos desafios que temos de enfrentar para conseguir uma vida mais sustentável, talvez já tenhamos perdido algumas oportunidades de enfrentar problemas ainda pequenos. Mas é sábio lidar com eles antes que cresçam ainda mais. Para isso, é preciso enxergá-los imediatamente, ver quais são as soluções possíveis e buscá-las. Essa é a nossa missão - e o convite para que você participe da construção de algo a ser legado às próximas gerações: um planeta sustentável.
O plástico oxibiodegradável é uma boa opção?
Acesso as 14.43 - 02/04 http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/plastico-oxibiodegradavel-uso-sacola-plastica-descartavel-546601.
De acordo com a Abras – Associação Brasileira de Supermercados, os brasileiros consomem cerca de 33 milhões de sacolas plásticas por dia. Em uma conta rápida, isso significa que utilizamos, aproximadamente, 1 bilhão de sacos plásticos por mês e 12 bilhões, por ano. Desse total, mais de 10 bilhões são descartados de forma incorreta no meio ambiente, provocando uma série de problemas, como o entupimento de bueiros e o sufocamento de animais, sobretudo marinhos.
O uso absurdo e o descarte incorreto de sacolas plásticas não é um problema exclusivo do Brasil. O mesmo acontece em todos os outros países e, por conta disso, é cada vez mais frequente o aparecimento de materiais alternativos, que possam substituir as sacolas feitas com plástico convencional e, assim, diminuir o impacto ambiental. Um deles é o plástico oxibiodegradável – ou OBP, como é conhecido entre os especialistas.
Trata-se de um plástico com tecnologia desenvolvida na Inglaterra, pela empresa Symphony Plastics, que, teoricamente, funciona da seguinte maneira: para que ele degrade antes do plástico convencional, adiciona-se, na composição desse tipo de plástico, aditivos anti-oxidantes e pró-oxidantes, que garantem a oxidação do plástico. Isto significa que a sua decomposição no ambiente é acelerada: ao invés de 400 anos, o processo de degradação dura, aproximadamente, 18 meses.
Mas o grande trunfo do plástico oxibiodegradável diz respeito à sua capacidade de biodegradabilidade, isto é, de ser consumido por micro-organismos presentes no solo e, assim, se transformar, basicamente, em carbono e água – tudo isso em cerca de um ano e meio.
POLÊMICA CONFUNDE
No entanto, esse processo químico provoca divergências de opinião entre especialistas, principalmente os que estão envolvidos com a questão econômica.
Por razões óbvias, membros do OPI – Oxo-biodegradable Plastics Institute – associação internacional responsável pela implantação dessa tecnologia na indústria mundial – e da RES Brasil, principal empresa que comercializa a técnica no país, defendem o plástico oxibiodegradável. Por outro lado, também por motivos evidentes, instituições ligadas aos fabricantes de sacolas plásticas convencionais – como, por exemplo, a Plastivida –, alegam que as oxibiodegradáveis, na verdade, não se biodegradam.
No meio dessa briga, carregada de interesses, os consumidores não sabem como agir. Trocar as sacolas plásticas convencionais por oxibiodegradáveis é uma boa opção? Especialistas acadêmicos dizem que não. “Na natureza, nada se perde, tudo se transforma. Não existe mágica. O aditivo presente nas sacolas oxibiodegradáveis apenas quebra as moléculas desse material plástico em milhares de pedacinhos invisíveis a olho nu. Na verdade, o plástico ainda está lá, mas em uma estrutura diferente”, salienta Eloísa Garcia, gerente do Grupo de Embalagens Plásticas e Meio Ambiente do Cetea – Centro de Tecnologia de Embalagem de São Paulo.
Segundo a pesquisadora, esses micro-pedacinhos de plástico são compostos, também, de outras substâncias – como, por exemplo, resíduos de tinta e pigmentos de impressão, usados para dar cor às sacolinhas –, que poluem ainda mais o meio ambiente. “Todas essas partículas vão se espalhando e causando danos irreversíveis, dos quais só teremos conhecimento no futuro. Tais resíduos contaminam os lençóis freáticos e as plantas. Os animais, por sua vez, se alimentam dessas plantas e nós nos alimentamos deles. Assim, estaremos todos contaminados”, completa Eloísa.
Para o professor de Engenharia Ambiental da Escola Politécnica da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Haroldo Mattos de Lemos, a conclusão é óbvia: “Substituímos uma poluição visível – ou seja, as sacolinhas plásticas convencionais – por uma outra, que também é danosa ao meio ambiente, só que invisível e, portanto, mais difícil de combater: o ‘farelo plástico’. Ou seja, além de não resolver o problema, pioramos a situação”, afirma.
QUESTÃO DE EDUCAÇÃO
Para os especialistas, independente do OBP ser ou não oxibiodegradável, a principal questão a ser levantada, diante do consumo absurdo de sacolas plásticas, é se a biodegradabilidade do material é a melhor solução para o meio ambiente. Eles garantem que não.
“Essa é uma solução que vai contra o tratamento correto de resíduos e o consumo responsável. Se digo às pessoas que as sacolinhas irão se biodegradar, na verdade, incentivo o uso das mesmas. O que temos que fazer é educar a sociedade ambientalmente, estimulando a redução do consumo e, também, a reciclagem”, disse Eloísa Garcia.
Para isso, na opinião do professor Mattos de Lemos, a mudança de atitude dos consumidores é fundamental, mas não é a única medida a ser tomada. “Falta, também, incentivo do governo. Na sociedade, tudo que está a favor da economia – como, por exemplo, a reciclagem de alumínio – não precisa de intervenção. Mas, no caso do plástico, a reciclagem ainda não é interessante do ponto de vista econômico. O governo precisa investir nesse processo para, finalmente, encontrarmos catadores recolhendo sacos plásticos com o mesmo entusiasmo que latinhas de alumínio”, disse.
E você? Está fazendo a sua parte? Procure recusar sacolas plásticas no seu dia-a-dia sempre que possível e aproveite para registrar em nosso contador e participar da campanha “Eu Recusei”, pela redução do consumo de sacolas descartáveis.
*Abras
*Cetea
*UFRJ
De acordo com a Abras – Associação Brasileira de Supermercados, os brasileiros consomem cerca de 33 milhões de sacolas plásticas por dia. Em uma conta rápida, isso significa que utilizamos, aproximadamente, 1 bilhão de sacos plásticos por mês e 12 bilhões, por ano. Desse total, mais de 10 bilhões são descartados de forma incorreta no meio ambiente, provocando uma série de problemas, como o entupimento de bueiros e o sufocamento de animais, sobretudo marinhos.
O uso absurdo e o descarte incorreto de sacolas plásticas não é um problema exclusivo do Brasil. O mesmo acontece em todos os outros países e, por conta disso, é cada vez mais frequente o aparecimento de materiais alternativos, que possam substituir as sacolas feitas com plástico convencional e, assim, diminuir o impacto ambiental. Um deles é o plástico oxibiodegradável – ou OBP, como é conhecido entre os especialistas.
Trata-se de um plástico com tecnologia desenvolvida na Inglaterra, pela empresa Symphony Plastics, que, teoricamente, funciona da seguinte maneira: para que ele degrade antes do plástico convencional, adiciona-se, na composição desse tipo de plástico, aditivos anti-oxidantes e pró-oxidantes, que garantem a oxidação do plástico. Isto significa que a sua decomposição no ambiente é acelerada: ao invés de 400 anos, o processo de degradação dura, aproximadamente, 18 meses.
Mas o grande trunfo do plástico oxibiodegradável diz respeito à sua capacidade de biodegradabilidade, isto é, de ser consumido por micro-organismos presentes no solo e, assim, se transformar, basicamente, em carbono e água – tudo isso em cerca de um ano e meio.
POLÊMICA CONFUNDE
No entanto, esse processo químico provoca divergências de opinião entre especialistas, principalmente os que estão envolvidos com a questão econômica.
Por razões óbvias, membros do OPI – Oxo-biodegradable Plastics Institute – associação internacional responsável pela implantação dessa tecnologia na indústria mundial – e da RES Brasil, principal empresa que comercializa a técnica no país, defendem o plástico oxibiodegradável. Por outro lado, também por motivos evidentes, instituições ligadas aos fabricantes de sacolas plásticas convencionais – como, por exemplo, a Plastivida –, alegam que as oxibiodegradáveis, na verdade, não se biodegradam.
No meio dessa briga, carregada de interesses, os consumidores não sabem como agir. Trocar as sacolas plásticas convencionais por oxibiodegradáveis é uma boa opção? Especialistas acadêmicos dizem que não. “Na natureza, nada se perde, tudo se transforma. Não existe mágica. O aditivo presente nas sacolas oxibiodegradáveis apenas quebra as moléculas desse material plástico em milhares de pedacinhos invisíveis a olho nu. Na verdade, o plástico ainda está lá, mas em uma estrutura diferente”, salienta Eloísa Garcia, gerente do Grupo de Embalagens Plásticas e Meio Ambiente do Cetea – Centro de Tecnologia de Embalagem de São Paulo.
Segundo a pesquisadora, esses micro-pedacinhos de plástico são compostos, também, de outras substâncias – como, por exemplo, resíduos de tinta e pigmentos de impressão, usados para dar cor às sacolinhas –, que poluem ainda mais o meio ambiente. “Todas essas partículas vão se espalhando e causando danos irreversíveis, dos quais só teremos conhecimento no futuro. Tais resíduos contaminam os lençóis freáticos e as plantas. Os animais, por sua vez, se alimentam dessas plantas e nós nos alimentamos deles. Assim, estaremos todos contaminados”, completa Eloísa.
Para o professor de Engenharia Ambiental da Escola Politécnica da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Haroldo Mattos de Lemos, a conclusão é óbvia: “Substituímos uma poluição visível – ou seja, as sacolinhas plásticas convencionais – por uma outra, que também é danosa ao meio ambiente, só que invisível e, portanto, mais difícil de combater: o ‘farelo plástico’. Ou seja, além de não resolver o problema, pioramos a situação”, afirma.
QUESTÃO DE EDUCAÇÃO
Para os especialistas, independente do OBP ser ou não oxibiodegradável, a principal questão a ser levantada, diante do consumo absurdo de sacolas plásticas, é se a biodegradabilidade do material é a melhor solução para o meio ambiente. Eles garantem que não.
“Essa é uma solução que vai contra o tratamento correto de resíduos e o consumo responsável. Se digo às pessoas que as sacolinhas irão se biodegradar, na verdade, incentivo o uso das mesmas. O que temos que fazer é educar a sociedade ambientalmente, estimulando a redução do consumo e, também, a reciclagem”, disse Eloísa Garcia.
Para isso, na opinião do professor Mattos de Lemos, a mudança de atitude dos consumidores é fundamental, mas não é a única medida a ser tomada. “Falta, também, incentivo do governo. Na sociedade, tudo que está a favor da economia – como, por exemplo, a reciclagem de alumínio – não precisa de intervenção. Mas, no caso do plástico, a reciclagem ainda não é interessante do ponto de vista econômico. O governo precisa investir nesse processo para, finalmente, encontrarmos catadores recolhendo sacos plásticos com o mesmo entusiasmo que latinhas de alumínio”, disse.
E você? Está fazendo a sua parte? Procure recusar sacolas plásticas no seu dia-a-dia sempre que possível e aproveite para registrar em nosso contador e participar da campanha “Eu Recusei”, pela redução do consumo de sacolas descartáveis
De acordo com a Abras – Associação Brasileira de Supermercados, os brasileiros consomem cerca de 33 milhões de sacolas plásticas por dia. Em uma conta rápida, isso significa que utilizamos, aproximadamente, 1 bilhão de sacos plásticos por mês e 12 bilhões, por ano. Desse total, mais de 10 bilhões são descartados de forma incorreta no meio ambiente, provocando uma série de problemas, como o entupimento de bueiros e o sufocamento de animais, sobretudo marinhos.
O uso absurdo e o descarte incorreto de sacolas plásticas não é um problema exclusivo do Brasil. O mesmo acontece em todos os outros países e, por conta disso, é cada vez mais frequente o aparecimento de materiais alternativos, que possam substituir as sacolas feitas com plástico convencional e, assim, diminuir o impacto ambiental. Um deles é o plástico oxibiodegradável – ou OBP, como é conhecido entre os especialistas.
Trata-se de um plástico com tecnologia desenvolvida na Inglaterra, pela empresa Symphony Plastics, que, teoricamente, funciona da seguinte maneira: para que ele degrade antes do plástico convencional, adiciona-se, na composição desse tipo de plástico, aditivos anti-oxidantes e pró-oxidantes, que garantem a oxidação do plástico. Isto significa que a sua decomposição no ambiente é acelerada: ao invés de 400 anos, o processo de degradação dura, aproximadamente, 18 meses.
Mas o grande trunfo do plástico oxibiodegradável diz respeito à sua capacidade de biodegradabilidade, isto é, de ser consumido por micro-organismos presentes no solo e, assim, se transformar, basicamente, em carbono e água – tudo isso em cerca de um ano e meio.
POLÊMICA CONFUNDE
No entanto, esse processo químico provoca divergências de opinião entre especialistas, principalmente os que estão envolvidos com a questão econômica.
Por razões óbvias, membros do OPI – Oxo-biodegradable Plastics Institute – associação internacional responsável pela implantação dessa tecnologia na indústria mundial – e da RES Brasil, principal empresa que comercializa a técnica no país, defendem o plástico oxibiodegradável. Por outro lado, também por motivos evidentes, instituições ligadas aos fabricantes de sacolas plásticas convencionais – como, por exemplo, a Plastivida –, alegam que as oxibiodegradáveis, na verdade, não se biodegradam.
No meio dessa briga, carregada de interesses, os consumidores não sabem como agir. Trocar as sacolas plásticas convencionais por oxibiodegradáveis é uma boa opção? Especialistas acadêmicos dizem que não. “Na natureza, nada se perde, tudo se transforma. Não existe mágica. O aditivo presente nas sacolas oxibiodegradáveis apenas quebra as moléculas desse material plástico em milhares de pedacinhos invisíveis a olho nu. Na verdade, o plástico ainda está lá, mas em uma estrutura diferente”, salienta Eloísa Garcia, gerente do Grupo de Embalagens Plásticas e Meio Ambiente do Cetea – Centro de Tecnologia de Embalagem de São Paulo.
Segundo a pesquisadora, esses micro-pedacinhos de plástico são compostos, também, de outras substâncias – como, por exemplo, resíduos de tinta e pigmentos de impressão, usados para dar cor às sacolinhas –, que poluem ainda mais o meio ambiente. “Todas essas partículas vão se espalhando e causando danos irreversíveis, dos quais só teremos conhecimento no futuro. Tais resíduos contaminam os lençóis freáticos e as plantas. Os animais, por sua vez, se alimentam dessas plantas e nós nos alimentamos deles. Assim, estaremos todos contaminados”, completa Eloísa.
Para o professor de Engenharia Ambiental da Escola Politécnica da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Haroldo Mattos de Lemos, a conclusão é óbvia: “Substituímos uma poluição visível – ou seja, as sacolinhas plásticas convencionais – por uma outra, que também é danosa ao meio ambiente, só que invisível e, portanto, mais difícil de combater: o ‘farelo plástico’. Ou seja, além de não resolver o problema, pioramos a situação”, afirma.
QUESTÃO DE EDUCAÇÃO
Para os especialistas, independente do OBP ser ou não oxibiodegradável, a principal questão a ser levantada, diante do consumo absurdo de sacolas plásticas, é se a biodegradabilidade do material é a melhor solução para o meio ambiente. Eles garantem que não.
“Essa é uma solução que vai contra o tratamento correto de resíduos e o consumo responsável. Se digo às pessoas que as sacolinhas irão se biodegradar, na verdade, incentivo o uso das mesmas. O que temos que fazer é educar a sociedade ambientalmente, estimulando a redução do consumo e, também, a reciclagem”, disse Eloísa Garcia.
Para isso, na opinião do professor Mattos de Lemos, a mudança de atitude dos consumidores é fundamental, mas não é a única medida a ser tomada. “Falta, também, incentivo do governo. Na sociedade, tudo que está a favor da economia – como, por exemplo, a reciclagem de alumínio – não precisa de intervenção. Mas, no caso do plástico, a reciclagem ainda não é interessante do ponto de vista econômico. O governo precisa investir nesse processo para, finalmente, encontrarmos catadores recolhendo sacos plásticos com o mesmo entusiasmo que latinhas de alumínio”, disse.
E você? Está fazendo a sua parte? Procure recusar sacolas plásticas no seu dia-a-dia sempre que possível e aproveite para registrar em nosso contador e participar da campanha “Eu Recusei”, pela redução do consumo de sacolas descartáveis.
*Abras
*Cetea
*UFRJ
De acordo com a Abras – Associação Brasileira de Supermercados, os brasileiros consomem cerca de 33 milhões de sacolas plásticas por dia. Em uma conta rápida, isso significa que utilizamos, aproximadamente, 1 bilhão de sacos plásticos por mês e 12 bilhões, por ano. Desse total, mais de 10 bilhões são descartados de forma incorreta no meio ambiente, provocando uma série de problemas, como o entupimento de bueiros e o sufocamento de animais, sobretudo marinhos.
O uso absurdo e o descarte incorreto de sacolas plásticas não é um problema exclusivo do Brasil. O mesmo acontece em todos os outros países e, por conta disso, é cada vez mais frequente o aparecimento de materiais alternativos, que possam substituir as sacolas feitas com plástico convencional e, assim, diminuir o impacto ambiental. Um deles é o plástico oxibiodegradável – ou OBP, como é conhecido entre os especialistas.
Trata-se de um plástico com tecnologia desenvolvida na Inglaterra, pela empresa Symphony Plastics, que, teoricamente, funciona da seguinte maneira: para que ele degrade antes do plástico convencional, adiciona-se, na composição desse tipo de plástico, aditivos anti-oxidantes e pró-oxidantes, que garantem a oxidação do plástico. Isto significa que a sua decomposição no ambiente é acelerada: ao invés de 400 anos, o processo de degradação dura, aproximadamente, 18 meses.
Mas o grande trunfo do plástico oxibiodegradável diz respeito à sua capacidade de biodegradabilidade, isto é, de ser consumido por micro-organismos presentes no solo e, assim, se transformar, basicamente, em carbono e água – tudo isso em cerca de um ano e meio.
POLÊMICA CONFUNDE
No entanto, esse processo químico provoca divergências de opinião entre especialistas, principalmente os que estão envolvidos com a questão econômica.
Por razões óbvias, membros do OPI – Oxo-biodegradable Plastics Institute – associação internacional responsável pela implantação dessa tecnologia na indústria mundial – e da RES Brasil, principal empresa que comercializa a técnica no país, defendem o plástico oxibiodegradável. Por outro lado, também por motivos evidentes, instituições ligadas aos fabricantes de sacolas plásticas convencionais – como, por exemplo, a Plastivida –, alegam que as oxibiodegradáveis, na verdade, não se biodegradam.
No meio dessa briga, carregada de interesses, os consumidores não sabem como agir. Trocar as sacolas plásticas convencionais por oxibiodegradáveis é uma boa opção? Especialistas acadêmicos dizem que não. “Na natureza, nada se perde, tudo se transforma. Não existe mágica. O aditivo presente nas sacolas oxibiodegradáveis apenas quebra as moléculas desse material plástico em milhares de pedacinhos invisíveis a olho nu. Na verdade, o plástico ainda está lá, mas em uma estrutura diferente”, salienta Eloísa Garcia, gerente do Grupo de Embalagens Plásticas e Meio Ambiente do Cetea – Centro de Tecnologia de Embalagem de São Paulo.
Segundo a pesquisadora, esses micro-pedacinhos de plástico são compostos, também, de outras substâncias – como, por exemplo, resíduos de tinta e pigmentos de impressão, usados para dar cor às sacolinhas –, que poluem ainda mais o meio ambiente. “Todas essas partículas vão se espalhando e causando danos irreversíveis, dos quais só teremos conhecimento no futuro. Tais resíduos contaminam os lençóis freáticos e as plantas. Os animais, por sua vez, se alimentam dessas plantas e nós nos alimentamos deles. Assim, estaremos todos contaminados”, completa Eloísa.
Para o professor de Engenharia Ambiental da Escola Politécnica da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Haroldo Mattos de Lemos, a conclusão é óbvia: “Substituímos uma poluição visível – ou seja, as sacolinhas plásticas convencionais – por uma outra, que também é danosa ao meio ambiente, só que invisível e, portanto, mais difícil de combater: o ‘farelo plástico’. Ou seja, além de não resolver o problema, pioramos a situação”, afirma.
QUESTÃO DE EDUCAÇÃO
Para os especialistas, independente do OBP ser ou não oxibiodegradável, a principal questão a ser levantada, diante do consumo absurdo de sacolas plásticas, é se a biodegradabilidade do material é a melhor solução para o meio ambiente. Eles garantem que não.
“Essa é uma solução que vai contra o tratamento correto de resíduos e o consumo responsável. Se digo às pessoas que as sacolinhas irão se biodegradar, na verdade, incentivo o uso das mesmas. O que temos que fazer é educar a sociedade ambientalmente, estimulando a redução do consumo e, também, a reciclagem”, disse Eloísa Garcia.
Para isso, na opinião do professor Mattos de Lemos, a mudança de atitude dos consumidores é fundamental, mas não é a única medida a ser tomada. “Falta, também, incentivo do governo. Na sociedade, tudo que está a favor da economia – como, por exemplo, a reciclagem de alumínio – não precisa de intervenção. Mas, no caso do plástico, a reciclagem ainda não é interessante do ponto de vista econômico. O governo precisa investir nesse processo para, finalmente, encontrarmos catadores recolhendo sacos plásticos com o mesmo entusiasmo que latinhas de alumínio”, disse.
E você? Está fazendo a sua parte? Procure recusar sacolas plásticas no seu dia-a-dia sempre que possível e aproveite para registrar em nosso contador e participar da campanha “Eu Recusei”, pela redução do consumo de sacolas descartáveis
Excesso de sacolas descartáveis causa grandes danos
Acesso as 13.47 - 02/04 http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/excesso-sacolas-descartaveis-danos-meio-ambiente-546324.shtml
Segundo estimativas do MMA - Ministério do Meio Ambiente, morrem, por ano, um milhão de animais marinhos, por causa de sacolas plásticas que vão parar no ambiente de maneira inapropriada. Esse é apenas um dos problemas que ilustra a falta de controle em relação a elas: ninguém sabe onde elas vão ser descartadas e, nem mesmo, quantas são produzidas. O que dá para contabilizar são estragos como esse. (veja a animação que mostra como os animais são prejudicados).
Oficialmente, são produzidas, no Brasil, entre 12 e 18 bilhões de sacolas plásticas. Mas, de acordo com o MMA, a indústria coloca suas máquinas extrusoras (usadas para a produção dos sacos) velhas à venda e estas são compradas por pessoas que passam a produzir sacolas plásticas em qualquer lugar e com os mais diversos fins, como o fornecimento para o comércio local.
Sobre esse tipo de produção, o Ministério não tem controle, por isso, não se sabe, ao certo, quantos saquinhos são fabricados no país. “Dá para fazer essas sacolas até no quintal de casa”, conta Fernanda Daltro, coordenadora técnica da Campanha “Saco é um saco”, do MMA.
Mas os prejuízos estão aí e são facilmente identificáveis no oceano, por exemplo. Cerca de 100 milhões de toneladas de plástico bóiam sobre as águas e 90% deles são de detritos de plástico. E quase tudo é gerado nos continentes, apenas 20% é proveniente de embarcações que passam por ali.
Por recomendação da Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, as sacolas plásticas de supermercado, por serem utilizadas para carregar alimentos e entrar em contato com eles, devem ser feitas de material virgem. Isso significa que, para cada unidade produzida, é preciso ir à natureza, extrair e refinar petróleo, o que gera emissões, impactos na flora e na fauna e produção de resíduos, além da poluição dos corpos d’água.
Outro problema que pode ser observado por qualquer pessoa é o entupimento dos bueiros que dificulta o escoamento da água da chuva e ajuda a causar enchentes – como as que se tornaram frequentes nos últimos meses -, que trazem problemas muito conhecidos dos centros urbanos. Um inconveniente mais imperceptível aos olhos (mas não à qualidade do ar), é a impermeabilização de resíduos orgânicos nos lixões e nos aterros, o que contribui para isolar o detrito do oxigênio e conduzir à putrefação, em vez de biodegradar.
“O problema do saco plástico é que ele retém o resíduo orgânico sem nenhum contato com microorganismo, por isso, uma maçã, por exemplo, não biodegrada, se transformando em biomassa, água e CO2. Ela vai apodrecer e liberar metano (CH4), que tem grande potencial de aquecimento”.
Segundo estimativas do MMA - Ministério do Meio Ambiente, morrem, por ano, um milhão de animais marinhos, por causa de sacolas plásticas que vão parar no ambiente de maneira inapropriada. Esse é apenas um dos problemas que ilustra a falta de controle em relação a elas: ninguém sabe onde elas vão ser descartadas e, nem mesmo, quantas são produzidas. O que dá para contabilizar são estragos como esse. (veja a animação que mostra como os animais são prejudicados).
Oficialmente, são produzidas, no Brasil, entre 12 e 18 bilhões de sacolas plásticas. Mas, de acordo com o MMA, a indústria coloca suas máquinas extrusoras (usadas para a produção dos sacos) velhas à venda e estas são compradas por pessoas que passam a produzir sacolas plásticas em qualquer lugar e com os mais diversos fins, como o fornecimento para o comércio local.
Sobre esse tipo de produção, o Ministério não tem controle, por isso, não se sabe, ao certo, quantos saquinhos são fabricados no país. “Dá para fazer essas sacolas até no quintal de casa”, conta Fernanda Daltro, coordenadora técnica da Campanha “Saco é um saco”, do MMA.
Mas os prejuízos estão aí e são facilmente identificáveis no oceano, por exemplo. Cerca de 100 milhões de toneladas de plástico bóiam sobre as águas e 90% deles são de detritos de plástico. E quase tudo é gerado nos continentes, apenas 20% é proveniente de embarcações que passam por ali.
Por recomendação da Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, as sacolas plásticas de supermercado, por serem utilizadas para carregar alimentos e entrar em contato com eles, devem ser feitas de material virgem. Isso significa que, para cada unidade produzida, é preciso ir à natureza, extrair e refinar petróleo, o que gera emissões, impactos na flora e na fauna e produção de resíduos, além da poluição dos corpos d’água.
Outro problema que pode ser observado por qualquer pessoa é o entupimento dos bueiros que dificulta o escoamento da água da chuva e ajuda a causar enchentes – como as que se tornaram frequentes nos últimos meses -, que trazem problemas muito conhecidos dos centros urbanos. Um inconveniente mais imperceptível aos olhos (mas não à qualidade do ar), é a impermeabilização de resíduos orgânicos nos lixões e nos aterros, o que contribui para isolar o detrito do oxigênio e conduzir à putrefação, em vez de biodegradar.
“O problema do saco plástico é que ele retém o resíduo orgânico sem nenhum contato com microorganismo, por isso, uma maçã, por exemplo, não biodegrada, se transformando em biomassa, água e CO2. Ela vai apodrecer e liberar metano (CH4), que tem grande potencial de aquecimento”.
Por que reduzir as sacolas plásticas?
Acesso as 13.40 dia 02/04 http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/por-que-reduzir-sacolas-plasticas-546325.shtml
A campanha do Planeta Sustentável, lançada em agosto de 2009, pela redução das sacolas plásticas (você já clicou no nosso contador na home?) não é uma atitude isolada. No mundo todo, inclusive no Brasil, existe uma grande conscientização sobre o uso de descartáveis. Isso não significa que teremos que abandoná-los completamente, mas, sim, que é preciso assumir uma nova postura.
Novos hábitos de consumo são uma pequena parte do “famoso” processo de “adaptação” de que muitos cientistas falam quando vem a público falar das mudanças climáticas. Se você imaginou que esse seria um evento distante, relacionado a tecnologias avançadas e a fenômenos extremos da natureza, esta é a novidade. O processo já começou e inclui repensar até maneira com que você carrega suas compras.
O primeiro protesto de quem ouve falar em recusar sacolas plásticas é o questionamento sobre o acondicionamento do lixo de casa. Afinal, faz sentido substituir um plástico gratuito por outro que custa dinheiro? É especialmente por causa desse argumento e pelas condições precárias de saneamento no Brasil que a proposta, até então, é de reduzir, em vez de abolir.
Fernanda Daltro, coordenadora técnica da campanha “Saco é um saco”, do MMA - Ministério do Meio Ambiente, lançada no ano passado, concorda que a questão do saneamento no Brasil interfere na política de dependência de sacolas plásticas. “É perceptível. As experiências internacionais mostram que toda cidade que estabeleceu cobrança e banimento de sacolas tinha, como contrapartida, um sistema bom de coleta seletiva”, afirma.
TEORIA VERSUS PRÁTICA
Em um país em desenvolvimento, onde coleta de lixo ainda não é realidade em todo o seu território, é até compreensível que os consumidores optem pela opção gratuita e insustentável. Mas essa escolha, aparentemente esperta, não é nada consciente. Trata-se de uma opção individualista, visto que uma única pessoa não precisa investir na compra de sacos de lixo biodegradáveis à custa de um alto prejuízo coletivo ambiental. E, pior, o argumento se torna frágil à medida que a prática não condiz com a teoria.
Normalmente, ninguém vai ao supermercado fazer compras e pega uma única sacola, mas muitas, uma quantidade desnecessária e absurda que não tem utilidade. Por isso, o plástico fica entulhado em casa ou é usado para forrar a lata do lixo e, depois, vai para o aterro onde fica mais de 400 anos se desintegrando.
Estimativas do MMA apontam que, no país, são consumidas 33 milhões de sacolas por dia e 12 bilhões por ano. Será que é preciso tanto para descartar o lixo doméstico ou as pessoas estão perdendo o controle sobre o acúmulo de sacolas? Aliás, é necessário gerar tanto lixo? Se houvesse menos descarte, não haveria necessidade de usar tantas sacolas descartáveis.
Produzir sacolas plásticas demanda extração e refino de petróleo que resultam em muitas emissões e impactos na flora e na fauna. Depois de usadas, elas poluem as águas, matam os animais que as ingerem, entopem bueiros - dificultando a drenagem das águas da chuva – e causam problemas nos aterros, como a impermeabilização dos solos e o revestimento de material orgânico que, na ausência de oxigênio, em vez de biodegradar, apodrece, gerando metano.
Não é melhor optar pelos sacos de lixo ecológicos, desde que não sejam oxibiodegradáveis? No mínimo, o que todo cidadão pode fazer é colocar a maior parte das compras em ecobags e pegar uma única sacola plástica para acondicionar o lixo, não? A prática mostrará como é fácil alterar um hábito ainda tão nocivo. Neste ponto, Fernanda dá, ainda, outra dica.
“Sempre que puder gastar parte do dinheiro comprando saco de lixo, que opte pelos feitos de material reciclado. Os pretos normalmente são feitos material reciclado e isso é uma vantagem ambiental porque eles não demandam novos recursos e porque alguma parte de resíduo plástico que iria pra natureza está voltando para o processo produtivo na forma de saco de lixo”. Mas atenção! Nem todo saco preto é feito de material reciclado. As informações podem ser encontradas nos rótulos.
E você? Já aderiu às sacolas retornáveis ou ainda está viciado nas sacolinhas plásticas?
A campanha do Planeta Sustentável, lançada em agosto de 2009, pela redução das sacolas plásticas (você já clicou no nosso contador na home?) não é uma atitude isolada. No mundo todo, inclusive no Brasil, existe uma grande conscientização sobre o uso de descartáveis. Isso não significa que teremos que abandoná-los completamente, mas, sim, que é preciso assumir uma nova postura.
Novos hábitos de consumo são uma pequena parte do “famoso” processo de “adaptação” de que muitos cientistas falam quando vem a público falar das mudanças climáticas. Se você imaginou que esse seria um evento distante, relacionado a tecnologias avançadas e a fenômenos extremos da natureza, esta é a novidade. O processo já começou e inclui repensar até maneira com que você carrega suas compras.
O primeiro protesto de quem ouve falar em recusar sacolas plásticas é o questionamento sobre o acondicionamento do lixo de casa. Afinal, faz sentido substituir um plástico gratuito por outro que custa dinheiro? É especialmente por causa desse argumento e pelas condições precárias de saneamento no Brasil que a proposta, até então, é de reduzir, em vez de abolir.
Fernanda Daltro, coordenadora técnica da campanha “Saco é um saco”, do MMA - Ministério do Meio Ambiente, lançada no ano passado, concorda que a questão do saneamento no Brasil interfere na política de dependência de sacolas plásticas. “É perceptível. As experiências internacionais mostram que toda cidade que estabeleceu cobrança e banimento de sacolas tinha, como contrapartida, um sistema bom de coleta seletiva”, afirma.
TEORIA VERSUS PRÁTICA
Em um país em desenvolvimento, onde coleta de lixo ainda não é realidade em todo o seu território, é até compreensível que os consumidores optem pela opção gratuita e insustentável. Mas essa escolha, aparentemente esperta, não é nada consciente. Trata-se de uma opção individualista, visto que uma única pessoa não precisa investir na compra de sacos de lixo biodegradáveis à custa de um alto prejuízo coletivo ambiental. E, pior, o argumento se torna frágil à medida que a prática não condiz com a teoria.
Normalmente, ninguém vai ao supermercado fazer compras e pega uma única sacola, mas muitas, uma quantidade desnecessária e absurda que não tem utilidade. Por isso, o plástico fica entulhado em casa ou é usado para forrar a lata do lixo e, depois, vai para o aterro onde fica mais de 400 anos se desintegrando.
Estimativas do MMA apontam que, no país, são consumidas 33 milhões de sacolas por dia e 12 bilhões por ano. Será que é preciso tanto para descartar o lixo doméstico ou as pessoas estão perdendo o controle sobre o acúmulo de sacolas? Aliás, é necessário gerar tanto lixo? Se houvesse menos descarte, não haveria necessidade de usar tantas sacolas descartáveis.
Produzir sacolas plásticas demanda extração e refino de petróleo que resultam em muitas emissões e impactos na flora e na fauna. Depois de usadas, elas poluem as águas, matam os animais que as ingerem, entopem bueiros - dificultando a drenagem das águas da chuva – e causam problemas nos aterros, como a impermeabilização dos solos e o revestimento de material orgânico que, na ausência de oxigênio, em vez de biodegradar, apodrece, gerando metano.
Não é melhor optar pelos sacos de lixo ecológicos, desde que não sejam oxibiodegradáveis? No mínimo, o que todo cidadão pode fazer é colocar a maior parte das compras em ecobags e pegar uma única sacola plástica para acondicionar o lixo, não? A prática mostrará como é fácil alterar um hábito ainda tão nocivo. Neste ponto, Fernanda dá, ainda, outra dica.
“Sempre que puder gastar parte do dinheiro comprando saco de lixo, que opte pelos feitos de material reciclado. Os pretos normalmente são feitos material reciclado e isso é uma vantagem ambiental porque eles não demandam novos recursos e porque alguma parte de resíduo plástico que iria pra natureza está voltando para o processo produtivo na forma de saco de lixo”. Mas atenção! Nem todo saco preto é feito de material reciclado. As informações podem ser encontradas nos rótulos.
E você? Já aderiu às sacolas retornáveis ou ainda está viciado nas sacolinhas plásticas?
domingo, 1 de abril de 2012
APAS realizará coletiva de imprensa no dia 3 de abril
Acesso as 18.11 - 01/04 http://vamostiraroplanetadosufoco.org.br/apas-realizara-coletiva-de-imprensa-no-dia-3-de-abril/
Publicado em 30 de março de 2012 18:32
O presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS) João Galassi, o diretor de Sustentabilidade da entidade João Sanzovo participarão na próxima terça-feira (3 de abril), na sede da entidade, em São Paulo, de uma coletiva de imprensa para falar sobre a campanha de substituição das sacolas descartáveis nos supermercados do Estado de São Paulo. A data antecede o fim definitivo da distribuição de sacolas nas lojas, previsto no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) – acordado entre Ministério Público, Procon-SP e APAS.
“Também divulgaremos aos jornalistas presentes as novas ações da campanha, entre elas a proposta que será feita ao Governo do Estado para que seja retirada a cobrança do ICMS dos sacos de lixo”, informa Galassi.
O promotor de Justiça do Meio Ambiente José Eduardo Ismael Lutti, entre outras autoridades, já confirmaram presença na coletiva.
Serviço:
Coletiva de Imprensa sobre a campanha das sacolas nos supermercados
Para participar da coletiva, os jornalistas devem confirmar presença com Neide Martingo, no telefone (11) 3846-5787
Data: terça-feira (3 de abril)
Horário: 11 horas
Local: Sede da APAS
Endereço: Rua Pio XI, nº 1200, Alto da Lapa
Publicado em 30 de março de 2012 18:32
O presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS) João Galassi, o diretor de Sustentabilidade da entidade João Sanzovo participarão na próxima terça-feira (3 de abril), na sede da entidade, em São Paulo, de uma coletiva de imprensa para falar sobre a campanha de substituição das sacolas descartáveis nos supermercados do Estado de São Paulo. A data antecede o fim definitivo da distribuição de sacolas nas lojas, previsto no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) – acordado entre Ministério Público, Procon-SP e APAS.
“Também divulgaremos aos jornalistas presentes as novas ações da campanha, entre elas a proposta que será feita ao Governo do Estado para que seja retirada a cobrança do ICMS dos sacos de lixo”, informa Galassi.
O promotor de Justiça do Meio Ambiente José Eduardo Ismael Lutti, entre outras autoridades, já confirmaram presença na coletiva.
Serviço:
Coletiva de Imprensa sobre a campanha das sacolas nos supermercados
Para participar da coletiva, os jornalistas devem confirmar presença com Neide Martingo, no telefone (11) 3846-5787
Data: terça-feira (3 de abril)
Horário: 11 horas
Local: Sede da APAS
Endereço: Rua Pio XI, nº 1200, Alto da Lapa
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