segunda-feira, 2 de abril de 2012

Excesso de sacolas descartáveis causa grandes danos

Acesso as 13.47 - 02/04 http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/excesso-sacolas-descartaveis-danos-meio-ambiente-546324.shtml



Segundo estimativas do MMA - Ministério do Meio Ambiente, morrem, por ano, um milhão de animais marinhos, por causa de sacolas plásticas que vão parar no ambiente de maneira inapropriada. Esse é apenas um dos problemas que ilustra a falta de controle em relação a elas: ninguém sabe onde elas vão ser descartadas e, nem mesmo, quantas são produzidas. O que dá para contabilizar são estragos como esse. (veja a animação que mostra como os animais são prejudicados).

Oficialmente, são produzidas, no Brasil, entre 12 e 18 bilhões de sacolas plásticas. Mas, de acordo com o MMA, a indústria coloca suas máquinas extrusoras (usadas para a produção dos sacos) velhas à venda e estas são compradas por pessoas que passam a produzir sacolas plásticas em qualquer lugar e com os mais diversos fins, como o fornecimento para o comércio local.

Sobre esse tipo de produção, o Ministério não tem controle, por isso, não se sabe, ao certo, quantos saquinhos são fabricados no país. “Dá para fazer essas sacolas até no quintal de casa”, conta Fernanda Daltro, coordenadora técnica da Campanha “Saco é um saco”, do MMA.

Mas os prejuízos estão aí e são facilmente identificáveis no oceano, por exemplo. Cerca de 100 milhões de toneladas de plástico bóiam sobre as águas e 90% deles são de detritos de plástico. E quase tudo é gerado nos continentes, apenas 20% é proveniente de embarcações que passam por ali.
Por recomendação da Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, as sacolas plásticas de supermercado, por serem utilizadas para carregar alimentos e entrar em contato com eles, devem ser feitas de material virgem. Isso significa que, para cada unidade produzida, é preciso ir à natureza, extrair e refinar petróleo, o que gera emissões, impactos na flora e na fauna e produção de resíduos, além da poluição dos corpos d’água.

Outro problema que pode ser observado por qualquer pessoa é o entupimento dos bueiros que dificulta o escoamento da água da chuva e ajuda a causar enchentes – como as que se tornaram frequentes nos últimos meses -, que trazem problemas muito conhecidos dos centros urbanos. Um inconveniente mais imperceptível aos olhos (mas não à qualidade do ar), é a impermeabilização de resíduos orgânicos nos lixões e nos aterros, o que contribui para isolar o detrito do oxigênio e conduzir à putrefação, em vez de biodegradar.

“O problema do saco plástico é que ele retém o resíduo orgânico sem nenhum contato com microorganismo, por isso, uma maçã, por exemplo, não biodegrada, se transformando em biomassa, água e CO2. Ela vai apodrecer e liberar metano (CH4), que tem grande potencial de aquecimento”.

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