terça-feira, 6 de dezembro de 2011

As Florestas mais ameaçadas do Planeta

Acesso as 14.16 - dia 06/12
http://www.ressoar.org.br/dicas_meio_ambiente_as_florestas_mais_ameacadas_do_planeta.asp

O ano de 2011 foi declarado pela ONU como o Ano Internacional das Florestas. Algumas dessas áreas tão importantes para as nossas vidas, porém, estão seriamente degradadas e correm o risco de desaparecerem. A ONG Conservação Internacional fez um estudo que indica quais são as florestas mais ameaçadas.

As florestas são responsáveis por abrigar 80% da biodiversidade do mundo, garantir o sustento de 1,6 bilhão de pessoas e prover os mais importantes reservatórios de água doce do planeta. Somente as dez florestas ameaçadas, juntas, armazenam mais de 25 gigatons de carbono, auxiliando na mitigação dos efeitos da mudança climática.

A Conservação Internacional ainda ressalta a importância de se manter as florestas saudáveis, devido ao seu capital natural, ao oferecimento dos melhores meios econômicos para enfrentar os diversos desafios ambientais trazidos pela mudança climática e à crescente demanda por produtos florestais. Saiba abaixo quais as cinco mais ameaçadas.

Mata Atlântica- O quinto bioma mais ameaçado, se estende por toda costa atlântica brasileira, alongando-se para partes do Paraguai, Argentina e Uruguai. Hoje, menos de 10 por cento da área original continua de pé. Isto equivale a mais de 95 mil km² que abrigam uma das maiores biodiversidades do mundo. Na época do descobrimento do Brasil a área original era de mais de 1 milhão de km². Mais de duas dúzias de espécies animais ameaçadas de extinção lutam para sobreviver na região.

A Mata Atlântica é a mais rica entre as florestas tropicais úmidas do planeta, considerada o santuário ecológico da Terra e corresponde a um dos ecossistemas mais ameaçados no mundo. Apresenta, de fato, números impressionantes: reúne 15% de todas as formas de vida animal e vegetal do mundo; o número de espécies de aves - mais de 650 identificadas até hoje – é maior que o catalogado em toda a Europa.

Este bioma vem sendo desmatado há anos, e, atualmente, sofre pressão por conta da crescente urbanização e industrialização por todas as regiões do Brasil. A necessidade de conservação dessa área também se deve pela sua importância no fornecimento de água doce para mais de 100 milhões de brasileiros.

Ilhas das Filipinas - O arquipélago da Oceania possui a quarta floresta mais ameaçada do planeta. Historicamente devastadas pela atividade madeireira, os hoje 7% remanescentes da extensão original da floresta estão sendo dizimados pela agricultura e pela alta taxa de crescimento populacional do país. O sustento de cerca de 80 milhões de pessoas depende principalmente de recursos naturais provenientes das florestas.

Mais de 7.100 ilhas estão dentro das fronteiras do hotspot das Filipinas, identificado como um dos países mais ricos em biodiversidade do mundo. Diversas espécies endêmicas, ou seja, que só existem lá. Isso inclui cerca de 6 mil espécies de plantas e diversas espécies de aves tais como a águia das Filipinas (Pithecophaga jefferyi), a segunda maior águia do mundo.

Anfíbios endêmicos são também extraordinariamente grandes e ostentam espécies únicas tais como o sapo voador pantera (Rhacophorus pardalis), que passou por diversas adaptações para planar, incluindo abas extras na pele e membranas entre os dedos para gerar elevação ao planar. Estes e outros animais estão agora confinados a pequenos fragmentos de florestas.

Floresta de Sunda- A terceira floresta mais ameaçada cobre a metade ocidental do arquipélago da Indonésia e da Malásia, composta por aproximadamente 17 mil ilhas equatoriais. A biodiversidade do local está sendo afetada pelo crescimento da indústria florestal e do comércio internacional de animais, que consome tigres, macacos e espécies de tartarugas para alimentos e remédios em outros países. Populações de orangotangos, encontradas apenas nessas florestas, estão em dramático declínio.

Alguns dos maiores refúgios de espécies de rinocerontes do sudeste asiático são também encontrados nas ilhas de Java e Sumatra. Assim como ocorre na maioria das áreas tropicais, suas florestas estão sendo dizimadas para usos comerciais.

A produção de borracha, óleo de dendê e celulose são os três principais fatores que levam à degradação e destruição da biodiversidade de Sunda. Em Sumatra, o corte e extração insustentável e ilegal de madeira e outros produtos florestais são generalizados para abastecer a alta demanda da China, América do Norte, Europa e Japão. Hoje, apenas cerca de 7% da extensão original da floresta permanecem mais ou menos intactos.

Nova Zelândia- A Floresta da Nova Caledônia é a segunda floresta mais ameaçada. Com a chegada dos europeus no arquipélago durante o século 19, foram levadas ao país várias espécies exóticas de mamíferos e de vegetais. Este fato, somado ao impacto das caças, causaram o desequilíbrio e a degradação do ecossistema local.

Os últimos duzentos anos testemunharam a extinção de inúmeras espécies de aves, invertebrados, plantas e de um morcego e um peixe, ambos endêmicos. Diversas outras espécies sobrevivem apenas em pequenas populações nas ilhas. A destruição de hábitats, de florestas e a drenagem de pântanos são também problemas-chave.

Hoje, há apenas 5 por cento da constituição original das florestas da Nova Zelândia, que serve de abrigo para pequenas populações sobreviventes de diversas espécies animais e vegetais.

A região florestal da Índia e da Birmânia- Este é o hotspot mais ameaçado da Terra. Os rios e pântanos desse local são extremamente importantes para a conservação da biodiversidade local, incluindo alguns dos maiores peixes de água doce do mundo. O Lago Tonle Sap e o Rio Mekong são hábitats para a lampreia gigante Mekong (Pangasianodon gigas) e a carpa dourada de Jullien (Probarbus jullieni). Porém, esse habitat foi destruído pelo represamento das águas para a geração de eletricidade.

Seus ecossistemas aquáticos estão sob intensa pressão em diversas áreas, e muitas áreas alagáveis de suas planícies aluviais de água doce foram destruídas pelo cultivo de arroz. Os rios foram represados para gerar eletricidade, resultando no alagamento de bancos de areia e outros hábitats que normalmente seriam expostos durante a estação seca, com impactos severos sobre ninhos de aves e espécies de tartarugas.

Além disso, a conversão de mangues em reservatórios para a produção de camarão e a pesca excessiva também causam problemas graves para os ecossistemas costeiros e de água doce. Hoje, ainda restam apenas 5 por cento da floresta original.

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