domingo, 25 de março de 2012

Quero-quero e coruja buraqueira são espécies comuns no Pampa gaúcho

ACESSO AS 15.25 http://redeglobo.globo.com/globoecologia/noticia/2012/02/quero-quero-e-coruja-buraqueira-sao-especies-comuns-no-pampa-gaucho.html

Espécie comum nos ambientes campestres, o quero-quero foi adotado pelos gaúchos como ave símbolo do Rio Grande do Sul em 1980. Para Felipe Zilio, especialista em aves e doutorando em Biologia Animal pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a eleição tem explicação: o quero-quero faz parte da cultura popular gaúcha e aparece até no cancioneiro regional.

“Creio que a ave foi eleita porque o homem gaúcho tem um vínculo grande com o campo. O quero-quero, cujo nome é uma onomatopéia do som que ele emite, é uma ave de médio porte, com mais ou menos 30 centímetros, comum em gramados, campos de futebol e fazendas. Normalmente, ele se reproduz na primavera, quando mais recursos alimentares estão disponíveis, e a fêmea costuma colocar de três a quatro ovos. O quero-quero se alimenta de larvas de insetos, peixes, crustáceos e artrópodes”, explica.

Com uma faixa preta do pescoço ao peito e um penacho, o quero-quero tem um desenho chamativo de preto, branco e cinzento na plumagem, além de íris e pernas avermelhadas. Conhecido também como sentinela do campo ou espanta-boiada, o pássaro ganhou esses nomes porque, a qualquer sinal de perigo, faz uma grande gritaria. “A ave não é das mais amistosas, mas se adapta bem à cidade. Ela tem um esporão ósseo na ponta das asas, exibido aos rivais ou inimigos sempre que se sente ameaçada”, diz o especialista.

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