segunda-feira, 2 de abril de 2012

O desastre ecológico e a ideologia moderna

Acesso as 15.04 - 01/04 http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/sustentabilidade/conteudo_230108.shtml

É com grande satisfação e uma enorme consciência de limites (eu quase digo uma consciência ecológica de limites) que eu aceitei participar desta auspiciosa reunião inaugural do projeto "Planeta Sustentável". Minha presença aqui, como conferencista de ocasião, é devedora dos argumentos verdadeiramente evangélicos e a confiança do Matthew Shirts (diretor da revista National Geographic). E eu espero não decepcioná-lo e nem aos ilustres participantes aqui congregados, obrigados a me ouvir.


O que pode dizer um antropólogo social, um especialista em sociologia comparativa, em sociedades tribais e sociedade brasileira sobre um tema tão vasto, quanto especializado?

Não sendo um conhecedor de matéria ecológica, canalizei a minha fala para o que eu vejo como a implicação cultural, moral, ideológica ou social mais significativa do desastre ecológico mais que anunciado para a modernidade. Mais precisamente, para os valores que se enfeixam naquilo que podemos chamar de "ideologia moderna". E, num sentido mais preciso, para essa ideologia no limiar de um novo século e milênio, pois, pela primeira vez, essa ideologia, cujo centro é o individualismo como doutrina e valor, vê-se obrigada a enfrentar o seu contrário: os seus limites, as fronteiras diante das quais ela agora vislumbra (a contra-gosto) o final de um mundo infinito. De fato, vejam o contraste.

O século XVIII foi o momentoso tempo das Luzes. Das iluminações que aclararam a consciência humana, consolidando a perspectiva científica do mundo quando descobriu as "leis imutáveis" da natureza e, por meio delas, as previsões que foram tão básicas na fabricação dessas máquinas que ampliaram e prolongaram os nossos sentidos e o nosso corpo. O século do Iluminismo foi, também, a ocasião na qual a escuridão da magia e da superstição teriam sido desbancadas pela luminosa aplicação da ciência natural aos costumes e valores sociais. Esse foi o momento no qual uma nova postura diante do mundo tomou um impulso inusitado, graças a postulação da idéia de uma natureza humana duplamente independente. De um lado, de Deus; do outro, de uma natureza inteiramente diferenciada da sociedade.

Domínio inesgotável, a ser infinitamente explorado pelas novas técnicas que eram o fruto concreto das idéias científicas e que foram responsáveis por um conjunto de extraordinárias transformações materiais e morais no seio da sociedade. Agora, existia natureza e sociedade e, na sociedade, religião e política eram esferas separadas. Um dos resultados do Iluminismo foi a idéia de que o Paraíso poderia ser construído neste mundo e não mais encontrado após a morte num outro mundo. Foi essa idéia fundamental que, como demonstrou Weber, fez com que fossem liberadas todas as energias sociais com o advento e a hegemonia do Calvinismo, como responsável pelo quadro de valores do capitalismo e do mundo por ele criado.

O século XIX e o XX deram seguimento, aprofundando e consolidando essas novas perspectivas no plano político e social. Não preciso lembrar que foi esse período que consolidou e tornou popular, senão trivial, a idéia de modernidade e, com ela, a de que os indivíduos poderiam romper com o todo (a sociedade) de modo a fazer valer os seus interesses, obter justiça ou alcançar a felicidade essa base da noção ocidental de revolução.

Este foi o momento em que aplicou-se à sociedade aquilo que se havia descoberto pelo estudo da natureza. O resultado acumulado apesar de todos os seus desastres e tragédias (autoritarismo, comunismo, fascismo, racismo e holocausto, provas de que planejamento racional do futuro seria possível e conseqüências da racionalidade da qual resultava esse planejamento) persistia.

Havia um elo de continuidade dentro do quadro de valores do Ocidente iluminado pelo Iluminismo, que atravessou todos os experimentos sociais e políticos, tanto do século XIX quanto do século passado.

Deste modo, apesar de todos os problemas e tragédias, as idéias de progresso baseado no desenvolvimento tecnológico, de evolução linear fundada no conflito, de transformação baseada no crescimento quantitativo, mais do que qualitativo, persistiram e continuaram alimentando o ethos e uma atmosfera de otimismo que se repetia: claro, tivemos guerras! Claro, tivemos múltiplos etnocídios! Claro, tivemos miséria e decepções!...

Mas há, em toda essa nossa trajetória, um conjunto de inegáveis conquistas que justificam um otimismo e um progresso, os quais, num sentido profundo, nos davam a certeza de sermos os senhores do universo; os patrões absolutos do planeta. O HOMEM (homem mesmo, entidade masculina, branca, falante de inglês, francês ou alemão; que engloba a mulher, a criança, o "primitivo" e o velho), é mesmo o ser para o qual tudo seja pela vontade divina ou pela força do materialismo cientifico, dialético e certamente transcendental convergiu.

Para quem, como eu, nasceu nos anos 30 e foi um leitor embalado pelo otimismo progressista e pela engenhosidade utilitária mágica de Julio Verne, o século 21 era o futuro. Tudo o que li e me foi prometido iria ocorrer neste famoso milênio recém-inaugurado. Daí, talvez, o medo do terrível, do velho aforismo admoestatório: "de mil passarás, mas a dois mil não chegarás!", que uma vez ouvi de uma professora religiosa e severa, moto que, no seu pessimismo milenarista, esvaziava as grandes promessas do novo século.

Mas o século passou e as crises anunciadas, como a de uma Terceira Guerra Mundial se desfizeram. Desapareceu o Dr. Strangelove e, com ele, as promessas de uma inevitável conversão ao socialismo totalitário. Realmente, em vez do triunfo de uma sociedade finalmente administrada pela racionalidade do princípio segundo o qual, cada homem de acordo com suas necessidades, o que testemunhamos foi um tremendo desmascaramento orweliano. Desmanchou-se a União Soviética; descobrimos os horrores do Stalinismo e do Maoismo; e, pior que isso, emergiram como potências nações orientais que, na imaginação Iluminista, jamais seriam capazes de dominar a racionalidade necessária ao comando da indústria e da comunicação em larga escala. Os perdedores da Segunda Guerra Mundial o Japão e a Alemanha foram os grandes vencedores. Em seguida, o socialismo burocrático e da nomenclatura, caiu com o Muro de Berlim.

E, no final das contas e no limiar do milênio, quem deu um novo e inesperado formato na geopolítica planetária não foi nenhuma das revoluções anunciadas, como a energia nuclear, mas a da informática e dos meios de comunicação, que permitiu uma imprevista globalização financeira tocada pelo consumismo fanático, ao lado de eis outra dimensão impensável pela racionalidade materialista e utilitária um messianismo Islâmico igualmente não antecipado. Tudo isso tendo, como cenário, o dado maior deste mágico 2007: a descoberta e a plena consciência de que o planeta, e não apenas uma ou duas de suas regiões, corria o risco de destruição.

Para quem imaginava o século 21 como o marco das utopias, como o momento em que as doenças, a pobreza, o fanatismo e, até mesmo, a morte seriam finalmente derrotados, esses cruzamentos computarizados de extrema pobreza, extremada violência, doença e fome na África, no Haiti e no Brasil, com obesa abundância e o consumismo desenfreado nos Estados Unidos e na Europa ocidental, assombram.

Eis um novo século e um novo milênio no qual, em vez de um esperado e inevitável otimismo, temos o justo oposto. Um milenarismo às avessas: uma cruzada, não mais para implementar o progresso baseado na exploração brutal e contínua da natureza, mas para a dura e assustadora tomada de consciência de que a tal "natureza" também tem um limite. Que, sendo tão viva quanto nós, ela também tem um ciclo vital.

Tal consciência nos leva e esse é um tema básico para a reflexão do Planeta Sustentável a uma imediata e necessária reformulação, não só das agressões aos recursos naturais como objetos passivos e inermes, mas da velha e fundamental dualidade entre natureza e cultura; entre animais e homens para que se possa efetivamente salvar o planeta e, com ele (isso ninguém diz), salvar a humanidade! Ou seja, a ideologia individualista que nos controla debaixo do epíteto chamado "ideologia moderna" tem, hoje, que se haver com os efeitos de suas postulações. Com as conseqüências inesperadas e, como dizia Weber, não previstas de seus atos que, sempre implicam, como sabemos mas não gostamos de aquilatar, outras pessoas, grupos, sociedades, bem como os seus próprios limites. No mercado, o preço e o lucro (ou o prejuízo) são os limites; na vida social, o limite é a consciência da interdependência entre sistemas, é o resultado irracional que transforma a razão utilitária (obter lucro, ganhar competitividade, ser o melhor, etc...) em máquinas de destruição.

Em outras palavras, devemos voltar a escutar, como faziam nossos antepassados e como fazem os nossos índios e os "primitivos" em geral, os animais. Devemos voltar a pensar a sociedade não contra a natureza, mas com ela; e a natureza como sendo ela mesma um sujeito dotado de humanidade. Talvez, depois de termos incessantemente naturalizado a sociedade através da crença na superioridade inata (natural e biológica) de certos grupos sobre outros, de termos justificado certas leis, práticas e costumes como sendo mais adequados, porque seriam mais próximos da essência do DNA humano, tenha chegado o momento de pensar igualmente na humanização da sociedade. Numa visada pela qual se possa ultrapassar os limites da grande divisão entre natureza e cultura para que se possa ter um planeta capaz de sustentação. Essa sustentabilidade que obriga ouvir os animais, as plantas e, sobretudo, aqueles que, melhor que ninguém, vivem esse equilíbrio entre seus valores e os da natureza porque, entre eles, a natureza integrada na sociedade (ou atropomorfizada) não é uma inimiga, mas faz parte de seus códigos e linguagens.

O desastre ecológico reintroduz, no horizonte moderno, o limite para a tese de que a sociedade é o resultado de um contrato exclusivo entre indivíduos livres e exige repensar a prática da reciprocidade e da mutualidade entre pessoas e grupos e entre convenções e natureza. As brutais conseqüências de um estilo utilitário e comercial de exploração da natureza forçam-nos a reaprender a interdependência entre animais, montanhas, flores, florestas e sociedades. Como os primitivos, a humanidade pós-devastação ecológica (se houver uma), deverá incluir, não apenas "homens", mas, também, animais e espécies naturais todos como cidadãos, senão como irmãos em sua nova cosmologia. Como peças básicas, complementares e interdependentes, naquilo que antigamente se chamava de "grande cadeia dos seres".

Quem, no século passado, teria sido capaz de prever essa embrulhada brasileira de uma vida urbana, afinal cosmopolita majoritária, democraticamente popular, mas sem a menor segurança, limite e civilidade? Quem poderia antever esse nosso mundo inflado de atrações mas, ao mesmo tempo, assolado pela incúria administrativa e pela mendacidade política como valor? Se o século 20 acabou com Deus, como é que hoje vivemos tantas guerras religiosas? Como é que a previsão de um século 21 paradisíaco, terminou nessa enorme lista de violência, de conflitos insolúveis e de tanta dor, perda e sofrimento?

Cá estamos diante do sétimo ano do novo século e o que aparece diante de nós é o mais desolador prognóstico de destruição.


O bicho-homem, a espécie sem especificidade porque destituída de natureza, de programa geral e de instinto; o macaco nu onívoro, inventor da roda, da música, da piedade e da bomba atômica que começou ceifando o mato em torno de suas cabanas e, tendo construído a "aldeia global", tem também liquidado o planeta por meio de uma exploração impiedosa de todos os seus domínios.

A Terra, antes tomada como mãe generosa pelo pensamento desdenhado como primitivo e mágico, foi finalmente modernizada. Ela é, agora, a propriedade privada de estados nacionais (com suas novas magias de soberania nacional) e de companhias multinacionais (com seus índices sagrados de crescimento que rendem extraordinários e igualmente mágicos rendimentos). Finalmente, o pensamento racional, embutido no mercado e na configuração individualista que molda nossas sociedades, deu-nos a liberdade.

Enfim, o senhor do mundo, aquele que vivia à mercê dos deuses e que foi feito à imagem e semelhança do Criador conseguiu viva! liberar-se de si mesmo e das coerções morais que se manifestam nos resultados de suas ações. Tudo o que lhe havia tolhido a existência da felicidade individual foi colocado entre aspas.

Livre para amar tanto o caos (e a morte), quanto a ordem, o senhor do mundo vai finalmente consumar o seu maior feito: a destruição do próprio planeta. Do nicho onde vive, da Terra-mãe que o sustentou e lhe viu nascer, do cenário onde desempenhou tantos papéis, lutou tantas batalhas, gozou e sofreu em tantas realizações, viveu e morreu em tantas tragédias.

O que os oráculos anunciam em 2007 não é simplesmente que "o político X vai morrer", que quem é de Touro vai ter um grande ano ou que a Mariazinha vai encontrar um grande amor. É, puxa a vida, o fim do planeta!

Graças a um consumismo estabelecido como religião, a nave na qual o Homem Iluminado tem navegado pelo infinito do Universo, está sucumbindo. E como que para aumentar sua glória e abrilhantar, como uma valsa de Johan Strauss, a sua capacidade destrutiva, o fim do planeta não resulta de um conflito lógico entre blocos representativos do Bem ou do Mal, da Liberdade e da Submissão, ou do "nosso" Deus e do "deles". Resulta precisamente da hegemonia da parte sobre o todo, dos atores sobre a peça, do padre sobre a missa, da palavra sobre o texto.

Essas são as preocupações que queria compartilhar com vocês. A ideologia moderna, baseada num individualismo feroz e brutal, contido frequentemente pela polícia, terá que ser inevitavelmente disciplinada e, no limite, transformada, não por algum sinistro coletivismo fascista, mas pelo seu alcance planetário, pela sua imensa capacidade destrutiva, pela tecnologia e pelo consumismo que ela própria engendrou.

Se fui otimista, peço desculpas. Se admoestei, fico feliz porque foi minha intenção dizer que o desastre ecológico nada mais é do que o final de uma peça onde o Autor deseja não somente envolver o público, mas também destruir os cenários, o palco, o teatro e a cidade que o abriga. Afinal, o que o desastre ecológico nos lembra é que, se o mundo não tem um texto, como gostam de afirmar os modernos, ele tem sim, como a morte, um limite.

Roberto da Matta
Antropólogo e conselheiro do Planeta Sustentável.


sustentabilidade é

Acesso as 14.54 -02/04 http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/sustentabilidade/conteudo_226382.shtml




Caco de Paula é jornalista e publisher do Planeta SustentávelAtender às necessidades do presente sem comprometer as possibilidades de as futuras gerações atenderem às suas próprias necessidades. Esta é uma das definições mais abrangentes de sustentabilidade.

Para ser sustentável, qualquer empreendimento humano deve ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito. Mas esses conceitos, que parecem óbvios, simples sinais de bom senso, infelizmente ainda estão longe da prática cotidiana de muitas pessoas, grupos, empresas e governos. Tanto que um movimento mundial pela sustentabilidade surge como resposta ao seu contrário: a insustentabilidade provocada pelo que é ecologicamente errado, economicamente inviável, socialmente injusto, culturalmente inaceitável.

Para agir de forma sustentável devemos ter visão de longo prazo, consciência de que nossas relações sociais e nosso estilo de vida impactam diretamente a realidade à nossa volta - e que devemos ter solidariedade com nossos descendentes. Para que isso aconteça de fato, é preciso entender a construção da sustentabilidade como um desafio de muitas faces. Só assim conseguiremos encontrar as múltiplas respostas que o problema impõe. É exatamente essa a missão do projeto Planeta Sustentável, que se destina a estimular o debate, reconhecer boas práticas e difundir conhecimento. A face mais visível desse desafio está ligada ao ambiente, principalmente por causa da emergência do aquecimento global, hoje, mais do que um alerta, dramático sinal das conseqüências causadas pelo que fizemos e pelo que deixamos de fazer.

Sustentabilidade é um tema em construção. Há muito o que aprender a respeito. Mas já sabemos que tem a ver com atos de nosso cotidiano. Desde estilo de vida e consumo de cada um de nós, até a forma como lidamos ou deixamos de lidar com o lixo que produzimos. Tem a ver com a maneira como usamos os recursos e energias disponíveis. Tem muito a ver com nossa atitude em cada momento de nossas vidas.

Nem sempre, é claro, problemas e soluções estão diretamente nas mãos de cada um de nós. Mas, de alguma maneira, ainda que indireta, podemos influir em decisões que dependem de políticos que elegemos ou deixamos que fossem eleitos, ou de empresas que são mantidas por quem compra seus produtos. É nessas esferas, político-econômicas, que estão grandes decisões a respeito de modelos de desenvolvimento, políticas de saúde, projetos de educação. Hoje, cada vez mais, as pessoas entendem os problemas da biosfera e passam a pensar globalmente. Isso é ótimo. Mas não é tudo. É preciso também pensar e agir localmente. Procurar ter mais influência no que acontece em nossa própria cidade. Saber o que e como pode ser feito em soluções para a casa e a cidade.

O Planeta Sustentável tem a participação de dezenas de revistas e sites da Editora Abril e conta com um conselho consultivo, composto por especialistas de diversas áreas, além de representantes de empresas patrocinadoras (veja nos Canais Especiais) interessadas na difusão de conhecimentos. Em sua primeira fase de um ano, o projeto prevê a realização de fóruns de discussão e de produção de conteúdo capaz de informar e qualificar as ações. E, para isso, se propõe a manter um constante debate, com a participação de uma série de organizações convidadas.

Algum sábio já disse que é melhor resolver os problemas quando eles ainda são pequenos. Em muitos dos desafios que temos de enfrentar para conseguir uma vida mais sustentável, talvez já tenhamos perdido algumas oportunidades de enfrentar problemas ainda pequenos. Mas é sábio lidar com eles antes que cresçam ainda mais. Para isso, é preciso enxergá-los imediatamente, ver quais são as soluções possíveis e buscá-las. Essa é a nossa missão - e o convite para que você participe da construção de algo a ser legado às próximas gerações: um planeta sustentável.


O plástico oxibiodegradável é uma boa opção?

Acesso as 14.43 - 02/04 http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/plastico-oxibiodegradavel-uso-sacola-plastica-descartavel-546601.
De acordo com a Abras – Associação Brasileira de Supermercados, os brasileiros consomem cerca de 33 milhões de sacolas plásticas por dia. Em uma conta rápida, isso significa que utilizamos, aproximadamente, 1 bilhão de sacos plásticos por mês e 12 bilhões, por ano. Desse total, mais de 10 bilhões são descartados de forma incorreta no meio ambiente, provocando uma série de problemas, como o entupimento de bueiros e o sufocamento de animais, sobretudo marinhos.

O uso absurdo e o descarte incorreto de sacolas plásticas não é um problema exclusivo do Brasil. O mesmo acontece em todos os outros países e, por conta disso, é cada vez mais frequente o aparecimento de materiais alternativos, que possam substituir as sacolas feitas com plástico convencional e, assim, diminuir o impacto ambiental. Um deles é o plástico oxibiodegradável – ou OBP, como é conhecido entre os especialistas.

Trata-se de um plástico com tecnologia desenvolvida na Inglaterra, pela empresa Symphony Plastics, que, teoricamente, funciona da seguinte maneira: para que ele degrade antes do plástico convencional, adiciona-se, na composição desse tipo de plástico, aditivos anti-oxidantes e pró-oxidantes, que garantem a oxidação do plástico. Isto significa que a sua decomposição no ambiente é acelerada: ao invés de 400 anos, o processo de degradação dura, aproximadamente, 18 meses.

Mas o grande trunfo do plástico oxibiodegradável diz respeito à sua capacidade de biodegradabilidade, isto é, de ser consumido por micro-organismos presentes no solo e, assim, se transformar, basicamente, em carbono e água – tudo isso em cerca de um ano e meio.

POLÊMICA CONFUNDE
No entanto, esse processo químico provoca divergências de opinião entre especialistas, principalmente os que estão envolvidos com a questão econômica.

Por razões óbvias, membros do OPI – Oxo-biodegradable Plastics Institute – associação internacional responsável pela implantação dessa tecnologia na indústria mundial – e da RES Brasil, principal empresa que comercializa a técnica no país, defendem o plástico oxibiodegradável. Por outro lado, também por motivos evidentes, instituições ligadas aos fabricantes de sacolas plásticas convencionais – como, por exemplo, a Plastivida –, alegam que as oxibiodegradáveis, na verdade, não se biodegradam.

No meio dessa briga, carregada de interesses, os consumidores não sabem como agir. Trocar as sacolas plásticas convencionais por oxibiodegradáveis é uma boa opção? Especialistas acadêmicos dizem que não. “Na natureza, nada se perde, tudo se transforma. Não existe mágica. O aditivo presente nas sacolas oxibiodegradáveis apenas quebra as moléculas desse material plástico em milhares de pedacinhos invisíveis a olho nu. Na verdade, o plástico ainda está lá, mas em uma estrutura diferente”, salienta Eloísa Garcia, gerente do Grupo de Embalagens Plásticas e Meio Ambiente do Cetea – Centro de Tecnologia de Embalagem de São Paulo.

Segundo a pesquisadora, esses micro-pedacinhos de plástico são compostos, também, de outras substâncias – como, por exemplo, resíduos de tinta e pigmentos de impressão, usados para dar cor às sacolinhas –, que poluem ainda mais o meio ambiente. “Todas essas partículas vão se espalhando e causando danos irreversíveis, dos quais só teremos conhecimento no futuro. Tais resíduos contaminam os lençóis freáticos e as plantas. Os animais, por sua vez, se alimentam dessas plantas e nós nos alimentamos deles. Assim, estaremos todos contaminados”, completa Eloísa.

Para o professor de Engenharia Ambiental da Escola Politécnica da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Haroldo Mattos de Lemos, a conclusão é óbvia: “Substituímos uma poluição visível – ou seja, as sacolinhas plásticas convencionais – por uma outra, que também é danosa ao meio ambiente, só que invisível e, portanto, mais difícil de combater: o ‘farelo plástico’. Ou seja, além de não resolver o problema, pioramos a situação”, afirma.

QUESTÃO DE EDUCAÇÃO
Para os especialistas, independente do OBP ser ou não oxibiodegradável, a principal questão a ser levantada, diante do consumo absurdo de sacolas plásticas, é se a biodegradabilidade do material é a melhor solução para o meio ambiente. Eles garantem que não.

“Essa é uma solução que vai contra o tratamento correto de resíduos e o consumo responsável. Se digo às pessoas que as sacolinhas irão se biodegradar, na verdade, incentivo o uso das mesmas. O que temos que fazer é educar a sociedade ambientalmente, estimulando a redução do consumo e, também, a reciclagem”, disse Eloísa Garcia.

Para isso, na opinião do professor Mattos de Lemos, a mudança de atitude dos consumidores é fundamental, mas não é a única medida a ser tomada. “Falta, também, incentivo do governo. Na sociedade, tudo que está a favor da economia – como, por exemplo, a reciclagem de alumínio – não precisa de intervenção. Mas, no caso do plástico, a reciclagem ainda não é interessante do ponto de vista econômico. O governo precisa investir nesse processo para, finalmente, encontrarmos catadores recolhendo sacos plásticos com o mesmo entusiasmo que latinhas de alumínio”, disse.

E você? Está fazendo a sua parte? Procure recusar sacolas plásticas no seu dia-a-dia sempre que possível e aproveite para registrar em nosso contador e participar da campanha “Eu Recusei”, pela redução do consumo de sacolas descartáveis.

*Abras
*Cetea
*UFRJ

De acordo com a Abras – Associação Brasileira de Supermercados, os brasileiros consomem cerca de 33 milhões de sacolas plásticas por dia. Em uma conta rápida, isso significa que utilizamos, aproximadamente, 1 bilhão de sacos plásticos por mês e 12 bilhões, por ano. Desse total, mais de 10 bilhões são descartados de forma incorreta no meio ambiente, provocando uma série de problemas, como o entupimento de bueiros e o sufocamento de animais, sobretudo marinhos.

O uso absurdo e o descarte incorreto de sacolas plásticas não é um problema exclusivo do Brasil. O mesmo acontece em todos os outros países e, por conta disso, é cada vez mais frequente o aparecimento de materiais alternativos, que possam substituir as sacolas feitas com plástico convencional e, assim, diminuir o impacto ambiental. Um deles é o plástico oxibiodegradável – ou OBP, como é conhecido entre os especialistas.

Trata-se de um plástico com tecnologia desenvolvida na Inglaterra, pela empresa Symphony Plastics, que, teoricamente, funciona da seguinte maneira: para que ele degrade antes do plástico convencional, adiciona-se, na composição desse tipo de plástico, aditivos anti-oxidantes e pró-oxidantes, que garantem a oxidação do plástico. Isto significa que a sua decomposição no ambiente é acelerada: ao invés de 400 anos, o processo de degradação dura, aproximadamente, 18 meses.

Mas o grande trunfo do plástico oxibiodegradável diz respeito à sua capacidade de biodegradabilidade, isto é, de ser consumido por micro-organismos presentes no solo e, assim, se transformar, basicamente, em carbono e água – tudo isso em cerca de um ano e meio.

POLÊMICA CONFUNDE
No entanto, esse processo químico provoca divergências de opinião entre especialistas, principalmente os que estão envolvidos com a questão econômica.

Por razões óbvias, membros do OPI – Oxo-biodegradable Plastics Institute – associação internacional responsável pela implantação dessa tecnologia na indústria mundial – e da RES Brasil, principal empresa que comercializa a técnica no país, defendem o plástico oxibiodegradável. Por outro lado, também por motivos evidentes, instituições ligadas aos fabricantes de sacolas plásticas convencionais – como, por exemplo, a Plastivida –, alegam que as oxibiodegradáveis, na verdade, não se biodegradam.

No meio dessa briga, carregada de interesses, os consumidores não sabem como agir. Trocar as sacolas plásticas convencionais por oxibiodegradáveis é uma boa opção? Especialistas acadêmicos dizem que não. “Na natureza, nada se perde, tudo se transforma. Não existe mágica. O aditivo presente nas sacolas oxibiodegradáveis apenas quebra as moléculas desse material plástico em milhares de pedacinhos invisíveis a olho nu. Na verdade, o plástico ainda está lá, mas em uma estrutura diferente”, salienta Eloísa Garcia, gerente do Grupo de Embalagens Plásticas e Meio Ambiente do Cetea – Centro de Tecnologia de Embalagem de São Paulo.

Segundo a pesquisadora, esses micro-pedacinhos de plástico são compostos, também, de outras substâncias – como, por exemplo, resíduos de tinta e pigmentos de impressão, usados para dar cor às sacolinhas –, que poluem ainda mais o meio ambiente. “Todas essas partículas vão se espalhando e causando danos irreversíveis, dos quais só teremos conhecimento no futuro. Tais resíduos contaminam os lençóis freáticos e as plantas. Os animais, por sua vez, se alimentam dessas plantas e nós nos alimentamos deles. Assim, estaremos todos contaminados”, completa Eloísa.

Para o professor de Engenharia Ambiental da Escola Politécnica da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Haroldo Mattos de Lemos, a conclusão é óbvia: “Substituímos uma poluição visível – ou seja, as sacolinhas plásticas convencionais – por uma outra, que também é danosa ao meio ambiente, só que invisível e, portanto, mais difícil de combater: o ‘farelo plástico’. Ou seja, além de não resolver o problema, pioramos a situação”, afirma.

QUESTÃO DE EDUCAÇÃO
Para os especialistas, independente do OBP ser ou não oxibiodegradável, a principal questão a ser levantada, diante do consumo absurdo de sacolas plásticas, é se a biodegradabilidade do material é a melhor solução para o meio ambiente. Eles garantem que não.

“Essa é uma solução que vai contra o tratamento correto de resíduos e o consumo responsável. Se digo às pessoas que as sacolinhas irão se biodegradar, na verdade, incentivo o uso das mesmas. O que temos que fazer é educar a sociedade ambientalmente, estimulando a redução do consumo e, também, a reciclagem”, disse Eloísa Garcia.

Para isso, na opinião do professor Mattos de Lemos, a mudança de atitude dos consumidores é fundamental, mas não é a única medida a ser tomada. “Falta, também, incentivo do governo. Na sociedade, tudo que está a favor da economia – como, por exemplo, a reciclagem de alumínio – não precisa de intervenção. Mas, no caso do plástico, a reciclagem ainda não é interessante do ponto de vista econômico. O governo precisa investir nesse processo para, finalmente, encontrarmos catadores recolhendo sacos plásticos com o mesmo entusiasmo que latinhas de alumínio”, disse.

E você? Está fazendo a sua parte? Procure recusar sacolas plásticas no seu dia-a-dia sempre que possível e aproveite para registrar em nosso contador e participar da campanha “Eu Recusei”, pela redução do consumo de sacolas descartáveis

Excesso de sacolas descartáveis causa grandes danos

Acesso as 13.47 - 02/04 http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/excesso-sacolas-descartaveis-danos-meio-ambiente-546324.shtml



Segundo estimativas do MMA - Ministério do Meio Ambiente, morrem, por ano, um milhão de animais marinhos, por causa de sacolas plásticas que vão parar no ambiente de maneira inapropriada. Esse é apenas um dos problemas que ilustra a falta de controle em relação a elas: ninguém sabe onde elas vão ser descartadas e, nem mesmo, quantas são produzidas. O que dá para contabilizar são estragos como esse. (veja a animação que mostra como os animais são prejudicados).

Oficialmente, são produzidas, no Brasil, entre 12 e 18 bilhões de sacolas plásticas. Mas, de acordo com o MMA, a indústria coloca suas máquinas extrusoras (usadas para a produção dos sacos) velhas à venda e estas são compradas por pessoas que passam a produzir sacolas plásticas em qualquer lugar e com os mais diversos fins, como o fornecimento para o comércio local.

Sobre esse tipo de produção, o Ministério não tem controle, por isso, não se sabe, ao certo, quantos saquinhos são fabricados no país. “Dá para fazer essas sacolas até no quintal de casa”, conta Fernanda Daltro, coordenadora técnica da Campanha “Saco é um saco”, do MMA.

Mas os prejuízos estão aí e são facilmente identificáveis no oceano, por exemplo. Cerca de 100 milhões de toneladas de plástico bóiam sobre as águas e 90% deles são de detritos de plástico. E quase tudo é gerado nos continentes, apenas 20% é proveniente de embarcações que passam por ali.
Por recomendação da Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, as sacolas plásticas de supermercado, por serem utilizadas para carregar alimentos e entrar em contato com eles, devem ser feitas de material virgem. Isso significa que, para cada unidade produzida, é preciso ir à natureza, extrair e refinar petróleo, o que gera emissões, impactos na flora e na fauna e produção de resíduos, além da poluição dos corpos d’água.

Outro problema que pode ser observado por qualquer pessoa é o entupimento dos bueiros que dificulta o escoamento da água da chuva e ajuda a causar enchentes – como as que se tornaram frequentes nos últimos meses -, que trazem problemas muito conhecidos dos centros urbanos. Um inconveniente mais imperceptível aos olhos (mas não à qualidade do ar), é a impermeabilização de resíduos orgânicos nos lixões e nos aterros, o que contribui para isolar o detrito do oxigênio e conduzir à putrefação, em vez de biodegradar.

“O problema do saco plástico é que ele retém o resíduo orgânico sem nenhum contato com microorganismo, por isso, uma maçã, por exemplo, não biodegrada, se transformando em biomassa, água e CO2. Ela vai apodrecer e liberar metano (CH4), que tem grande potencial de aquecimento”.

Por que reduzir as sacolas plásticas?

Acesso as 13.40 dia 02/04 http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/por-que-reduzir-sacolas-plasticas-546325.shtml

A campanha do Planeta Sustentável, lançada em agosto de 2009, pela redução das sacolas plásticas (você já clicou no nosso contador na home?) não é uma atitude isolada. No mundo todo, inclusive no Brasil, existe uma grande conscientização sobre o uso de descartáveis. Isso não significa que teremos que abandoná-los completamente, mas, sim, que é preciso assumir uma nova postura.

Novos hábitos de consumo são uma pequena parte do “famoso” processo de “adaptação” de que muitos cientistas falam quando vem a público falar das mudanças climáticas. Se você imaginou que esse seria um evento distante, relacionado a tecnologias avançadas e a fenômenos extremos da natureza, esta é a novidade. O processo já começou e inclui repensar até maneira com que você carrega suas compras.

O primeiro protesto de quem ouve falar em recusar sacolas plásticas é o questionamento sobre o acondicionamento do lixo de casa. Afinal, faz sentido substituir um plástico gratuito por outro que custa dinheiro? É especialmente por causa desse argumento e pelas condições precárias de saneamento no Brasil que a proposta, até então, é de reduzir, em vez de abolir.

Fernanda Daltro, coordenadora técnica da campanha “Saco é um saco”, do MMA - Ministério do Meio Ambiente, lançada no ano passado, concorda que a questão do saneamento no Brasil interfere na política de dependência de sacolas plásticas. “É perceptível. As experiências internacionais mostram que toda cidade que estabeleceu cobrança e banimento de sacolas tinha, como contrapartida, um sistema bom de coleta seletiva”, afirma.

TEORIA VERSUS PRÁTICA
Em um país em desenvolvimento, onde coleta de lixo ainda não é realidade em todo o seu território, é até compreensível que os consumidores optem pela opção gratuita e insustentável. Mas essa escolha, aparentemente esperta, não é nada consciente. Trata-se de uma opção individualista, visto que uma única pessoa não precisa investir na compra de sacos de lixo biodegradáveis à custa de um alto prejuízo coletivo ambiental. E, pior, o argumento se torna frágil à medida que a prática não condiz com a teoria.

Normalmente, ninguém vai ao supermercado fazer compras e pega uma única sacola, mas muitas, uma quantidade desnecessária e absurda que não tem utilidade. Por isso, o plástico fica entulhado em casa ou é usado para forrar a lata do lixo e, depois, vai para o aterro onde fica mais de 400 anos se desintegrando.

Estimativas do MMA apontam que, no país, são consumidas 33 milhões de sacolas por dia e 12 bilhões por ano. Será que é preciso tanto para descartar o lixo doméstico ou as pessoas estão perdendo o controle sobre o acúmulo de sacolas? Aliás, é necessário gerar tanto lixo? Se houvesse menos descarte, não haveria necessidade de usar tantas sacolas descartáveis.

Produzir sacolas plásticas demanda extração e refino de petróleo que resultam em muitas emissões e impactos na flora e na fauna. Depois de usadas, elas poluem as águas, matam os animais que as ingerem, entopem bueiros - dificultando a drenagem das águas da chuva – e causam problemas nos aterros, como a impermeabilização dos solos e o revestimento de material orgânico que, na ausência de oxigênio, em vez de biodegradar, apodrece, gerando metano.

Não é melhor optar pelos sacos de lixo ecológicos, desde que não sejam oxibiodegradáveis? No mínimo, o que todo cidadão pode fazer é colocar a maior parte das compras em ecobags e pegar uma única sacola plástica para acondicionar o lixo, não? A prática mostrará como é fácil alterar um hábito ainda tão nocivo. Neste ponto, Fernanda dá, ainda, outra dica.

“Sempre que puder gastar parte do dinheiro comprando saco de lixo, que opte pelos feitos de material reciclado. Os pretos normalmente são feitos material reciclado e isso é uma vantagem ambiental porque eles não demandam novos recursos e porque alguma parte de resíduo plástico que iria pra natureza está voltando para o processo produtivo na forma de saco de lixo”. Mas atenção! Nem todo saco preto é feito de material reciclado. As informações podem ser encontradas nos rótulos.

E você? Já aderiu às sacolas retornáveis ou ainda está viciado nas sacolinhas plásticas?

domingo, 1 de abril de 2012

APAS realizará coletiva de imprensa no dia 3 de abril

Acesso as 18.11 - 01/04 http://vamostiraroplanetadosufoco.org.br/apas-realizara-coletiva-de-imprensa-no-dia-3-de-abril/


Publicado em 30 de março de 2012 18:32
O presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS) João Galassi, o diretor de Sustentabilidade da entidade João Sanzovo participarão na próxima terça-feira (3 de abril), na sede da entidade, em São Paulo, de uma coletiva de imprensa para falar sobre a campanha de substituição das sacolas descartáveis nos supermercados do Estado de São Paulo. A data antecede o fim definitivo da distribuição de sacolas nas lojas, previsto no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) – acordado entre Ministério Público, Procon-SP e APAS.

“Também divulgaremos aos jornalistas presentes as novas ações da campanha, entre elas a proposta que será feita ao Governo do Estado para que seja retirada a cobrança do ICMS dos sacos de lixo”, informa Galassi.

O promotor de Justiça do Meio Ambiente José Eduardo Ismael Lutti, entre outras autoridades, já confirmaram presença na coletiva.

Serviço:
Coletiva de Imprensa sobre a campanha das sacolas nos supermercados
Para participar da coletiva, os jornalistas devem confirmar presença com Neide Martingo, no telefone (11) 3846-5787
Data: terça-feira (3 de abril)
Horário: 11 horas
Local: Sede da APAS
Endereço: Rua Pio XI, nº 1200, Alto da Lapa

sexta-feira, 30 de março de 2012

Designers criam cadeiras de rodas recicladas

Acesso as 9.29 - 30/03 http://www.ressoar.org.br/noticias_0698_cadeira_rodas_reciclada.asp

Cadeiras de rodas são caras e muitas vezes inacessíveis para as pessoas que vivem em países de terceiro mundo. Para reduzir o custo das cadeiras, os designers catalães Josep Mora e Clara Romaní construíram cadeiras de rodas a partir de várias cadeiras baratas que estão disponíveis localmente.

Para criar as cadeiras os designers reciclaram cadeiras de rodas velhas. Suas rodas foram retiradas e anexadas em cadeiras disponíveis no local, tais como as de plástico e madeira. Na oficina de Inkuru Nziza os vários modelos estão sendo testados atualmente com pacientes de hospitais locais.

O objetivo é reduzir, tanto quanto possível, o custo das cadeiras de rodas. Ao comprar apenas as rodas e reciclar os materiais disponíveis localmente, o custo é reduzido drasticamente.

Para se certificar de que os usuários saberão como reparar o produto ele é convidado a assisti a fabricação em uma oficina local. A equipe do hospital também está sendo treinada para fazer cadeiras de rodas para continuar o trabalho uma vez que os designers irão regressar ao seu país.

Segundo o portal TreeHugger, as cadeiras podem não ser tão confortáveis de usar como as cadeiras de rodas padrão, mas elas são definitivamente melhor do que nada.

A dupla de designers está atualmente em Ruanda para testar a idéia e criar oficinas no intuito de incorporar as cadeiras de rodas finais no processo de produção.

No site dos designers você encontra para baixar as instruções para montar uma cadeira de rodas com materiais reciclados - http://www.josepmora.info/africa.htm

Fonte: Portal EcoD

Os rinocerontes são míopes, vegetarianos e pesam 4 toneladas

Acesso as 8.46 - 30/03 http://www.ressoar.org.br/especial_ressoar_natureza_004_rinocerontes.asp

O Rinoceronte Branco tem esse nome graças, a sensação de cor branca de sua pele quando ao sol e a uma tradução equivocada dos primeiros ingleses que tiveram o contato com o animal, quando chegaram à África. Na verdade, ele deveria se chamar Rinoceronte de Boca Larga.

Este grande mamífero está em risco de extinção. Ele vive na savana africana em duas áreas distintas: uma no Sudão e outra na África do Sul.

Este animal se alimenta de folhas e grama. Pasta o dia inteiro para manter o peso, que pode chegar a 4 toneladas. O Rinoceronte Branco é o maior rinoceronte da espécie (existem cinco tipos) e o segundo maior mamífero terrestre, perdendo somente para o elefante. Mede 2 metros de altura e 5 metros de comprimento.


Foto: Michely Ascari.

O Rinoceronte branco possui dois chifres, sendo que um deles mede 1,5 metros. O chifre, diferentemente do que se pensa, não é feito de osso, e, sim de pêlos extremamente compactos que formam uma estrutura muito resistente.

Os rinocerontes têm pele espessa, de até 7 cm, mesmo assim eles passam várias horas dentro d'água aliviando as picadas dos insetos que atacam, sobre tudo, nas juntas da couraça.

Conhecido pela péssima visão (eles são extremamente míopes), os rinocerontes tem a audição e o olfato muito bem desenvolvidos. A gestação dos filhotes dura 18 meses, e nasce somente um em cada gestação, além disso, a procriação só acontece a cada 3 ou 4 anos.

O filhote, que pesa 25 kg e toma leite materno até dois anos de idade, quando completa de cinco a sete anos, passa a viver sozinho, sem ajuda dos pais. Existem apenas 12 rinocerontes no Brasil.

A dificuldade de criar estes animais em confinamento resulta do fato que, os animais que crescem juntos em espaços pequenos, não chegam a desenvolver estimulos sexuais, já que se consideram irmãos.

FAZENDO A DIFERENÇA

Acesso as 8.27 - 30/03 http://textosmeditativos.blogspot.com.br/2006/10/fazendo-diferena.html
Era uma vez um escritor que morava em uma tranqüila praia, próxima de uma colônia de pescadores. Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar, e à tarde ficava em casa escrevendo.

Certo dia, caminhando pela praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Ao chegar perto do vulto, ele reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas-do-mar da areia para, uma por uma, jogá-las novamente de volta ao oceano.

– Por que está fazendo isso? – perguntou o escritor.

– Você não vê? – explicou o jovem – A maré está baixa e o Sol está brilhando. Elas vão secar e morrer se ficarem aqui na areia.

O escritor espantou-se:

– Meu jovem,existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia. Que diferença faz? Você joga umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma.

O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta ao oceano e olhou para o escritor.

– Para essa, eu fiz a diferença.

Naquela noite o escritor não conseguiu dormir, nem sequer conseguiu escrever. Pela manhã, voltou à praia, uniu-se ao jovem e, juntos, começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano.

Acesso as 8.12 - 30/03 - http://www.ressoar.org.br/noticias_0702_viva_mata_2012.asp



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Viva a Mata no Ibirapuera






A oitava edição do Viva a Mata – Mostras de Iniciativas e Projetos em Prol da Mata Atlântica, acontecerá de 18 a 20 de maio, das 9h às 18h, na Arena de Eventos do Parque Ibirapuera, em São Paulo/SP. O evento acontece próximo ao dia 27 de maio, quando se comemora o Dia Nacional da Mata Atlântica.

O agendamento de visitas monitoradas já pode ser feito pelo e-mail educacao@sosma.org.br. Alunos de todas as idades podem se inscrever, até mesmo estudantes universitários e de ensino técnico, que queiram saber mais sobre a fauna e a flora da Mata Atlântica, sobre a importância das áreas protegidas, conhecer iniciativas em prol da sustentabilidade e participar de exposições, palestras, debates e oficinas. Haverá ainda peças de teatro, maquetes interativas e atividades com voluntários, tudo gratuito.





quinta-feira, 29 de março de 2012

PLANTANDO UMA ARVORE

Acesso as 15.59 - dia 29/03 http://plantemaisarvores.wordpress.com/a-campanha/

Junte-se a Nós, Plante Mais Uma Árvore Para Um Mundo Melhor é o convite a todo o estado de Pernambuco para plantar 1 Milhão de Árvores. A Campanha é uma iniciativa do Centro Sabiá, Diaconia e Caatinga e realizada por diversas organizações da sociedade civil de Pernambuco que têm o objetivo comum de melhorar as condições de vida no planeta, a partir do nosso local.

Esta campanha chega num momento em que todas as atenções estão voltadas para a crise ambiental provocada pelo modelo de desenvolvimento insustentável de exploração dos recursos naturais. E nós podemos começar a fazer a nossa parte. Plante árvores no quintal da sua casa, na sua calçada, faça um mutirão no seu local de trabalho, na sua escola ou na escola dos seus filhos/as. Convide o poder público do seu município, as lideranças comunitárias do seu bairro, da sua localidade e vamos plantar 1 Milhão de Árvores em Pernambuco.

Uma rua arborizada se torna mais agradável para passear na sombra e com o ar mais puro. Uma árvore frutífera no quintal lhe traz sombra, alimento para você e sua família. O roçado de uma família agricultora com uma variedade de espécies, entre elas árvores, resulta em uma colheita diversa, rica e uma alimentação mais saudável. 1 Milhão de Árvores a mais no estado significa um clima mais agradável, terras protegidas da erosão, ambiente em equilíbrio. As árvores nos dão além de sombras, madeira, alimentos através de frutas, raízes e folhas, alimento para os animais, remédios caseiros, óleos, entre outros benefícios. Elas também contribuem para a proteção e fertilidade da terra e conservação da água no solo.

Tem muita gente que já está preservando o Meio Ambiente. Esta campanha também quer dar visibilidade a quem já está fazendo sua parte. Na zona rural, vários agricultores e agricultoras já praticam um modelo de agricultura que protege a natureza, pois não é necessário derrubar as matas para dar lugar a produção de alimentos. Só em Pernambuco já existem mais de 3.000 famílias trabalhando com agrofloresta. A ação desses agricultores/as de forma organizada possibilita mais alimentos de qualidade para a sociedade, contribuindo para um desenvolvimento com mais justiça social e fraternidade entre quem vive no campo e na cidade. Essas famílias também estão envolvidas na Campanha. Vamos unir esforços em todo o estado, no campo e na cidade e plantar uma, duas, dez, 1 Milhão de Árvores. Junte-se a Nós, Plante Mais Uma Árvore Para Um Mundo Melhor.

Para saber como participar da campanha é só entrar em contato:
e-mail: plantemaisarvores@yahoo.com.br




Amazônia sem Fogo chegou na Bolívia – e agora?

Acesso as 11.55 - 29/03 http://www.oeco.com.br/reportagens/25802-amazonia-sem-fogo-chegou-na-bolivia-e-agora

2010 foi o ano que bateu recorde de focos de calor - 158.244 - na Amazônia boliviana, o que obrigou o governo da Bolívia a pedir ajuda ao Brasil para controlar os incêndios na região. É que o fogo correu solto na Bolívia. Houve um incremento de 400% nos focos de calor do ano 2009 a 2010, o que afetou não só a floresta, mas também a biodiversidade, os habitantes da selva e de grandes cidades como Santa Cruz. Para Juan Fernando Reyes, da ONG Herencia, “os focos são originados pela prática de corte-e-queima e por pecuaristas”.

Desde 2007, 300 mil hectares se perderam por ano, e mais de 6 milhões de hectares foram desmatados e perdidos nos últimos 30 anos, tudo pelo desmatamento, queimadas e a expansão da fronteira agrícola do país.


Fogo ameaça florestas na Colômbia

Temporada de fogo na Amazônia boliviana

Diante desta situação, o Ministério de Meio Ambiente e Água (MMAeA) da Bolívia, com apoio do Brasil e da Itália, lançou em janeiro deste ano o Programa Amazônia sem Fogo (PASF) em terras bolivianas. O programa, que existe no Brasil desde 1999, será executado no país vizinho em 39 municípios com o objetivo de “reduzir a incidência de incêndios florestais na região amazônica através da implementação de práticas alternativas que protejam o meio ambiente e melhorem as condições de vida das comunidades rurais”, afirma Ligia Castro, diretora de meio ambiente da Cooperação Andina de Fomento (CAF), uma das financiadoras do programa.

Iniciativa multilateral


Visualizar Municipios bolivianos en PASFem um mapa maior

O programa na Bolívia deve ter duração estimada de 36 meses e custar 3 milhões de dólares, financiamento que será dividido entre os governos italiano, brasileiro, boliviano e a Cooperação Andina de Fomento. Segundo Luigi de Chiara, embaixador de Itália na Bolívia, a iniciativa “integra ações de emergência e desenvolvimento através de atividades de capacitação e divulgação”.

Para o embaixador italiano, este deve ser “um modelo de preservação da floresta em todos os países amazônicos” - e uma chance de a Bolívia reduzir suas emissões de gases estufa, que equivalem a 0,3% do total mundial, mas que em sua maioria decorrem do desmatamento. “É a melhor resposta que podemos dar a uma agenda global de redução de emissões”, afirma Marcel Biato, embaixador do Brasil na Bolívia.

Este é o momento exato para a execução do Programa Amazônia sem Fogo na Amazônia boliviana, pois as condições estão dadas, garante Ligia Castro, já que as atividades exploratórias realizadas pelo Ministério de Meio Ambiente da Bolívia com apoio da Cooperação Andina de Fomento, no ano passado, ficou claro um “forte interesse local nas ações propostas”, além de “existir no país uma organização social estruturada que permite a fluidez do programa”, o que a faz acreditar que ele terá sucesso na Bolívia.

Programa Amazônia sem Fogo, Cooperação Italiana

A maior parte dos focos de calor na Amazônia boliviana é provocada pelo homem. (Foto: Juan Fernando Reyes-Herencia)
Para Juan Fernando Reyes, a construção no Brasil de uma base social contra o desmatamento foi fundamental para o estabelecimento de uma base legal que o limite, e acredita que dai partiu o sucesso do programa no Brasil. E acrescenta que o sucesso da iniciativa vai depender da “vontade política de encarar o problema de maneira integral e de envolver na ação atores e organizações da sociedade civil”.

Por sua vez, Alaín Muñoz, representante de Articulação Regional Amazônica (ARA), em seu artigo “O que fazer com os incêndios florestais?” assevera que o país tem tudo para a luta contra os incêndios florestais, “mas não cumpre”. Para ele, é necessária uma abordagem de vários lados, desde política, concentrar esforços nas florestas em risco, autogestão local do fogo, liderança e integração de atores agrícolas, pecuários e florestais. E é esse o foco do PASF.

“Contar com um programa que apoie o país no manejo e controle de incêndios é fundamental para evitar um maior dano ecológico; já que este problema é uma das maiores ameaças para a fauna e flora da região amazônica”, afirmou o representante de CAF na Bolívia, Emilio Uquillas.

“Com o Programa Amazônia sem Fogo na Bolívia e a experiência do Brasil, poderemos fazer um programa regional, reconhecendo que as florestas representam um patrimônio de rica biodiversidade”, afirma o embaixador italiano. Suas previsões estão no caminho certo. Depois da iniciativa da Bolívia, Peru e Equador já solicitaram apoio do programa.

É preciso trabalhar junto
Na Bolívia existem pelo menos três frentes simultâneas de combate ao fogo, na qual diferentes instituições realizam trabalhos descoordenados ou de forma regional, desperdiçando os poucos recursos e sem conseguir o resultado necessário. “Se não existe coordenação entre as instituições e governos locais, regionais e nacional, os incêndios não diminuirão e o pessoal continuará queimando sem controle e cuidado. Se o PASF não se alinhar com todas as instituições envolvidas independentemente de diferenças políticas, teremos o mesmo cenário de 2010, com fogo e mais fogo, sem saber o que fazer”, afirma um funcionário da Autoridade de Bosques e Terras (ABT) que preferiu não se identificar.

Oscar Justiniano, responsável pelo Programa de Prevenção e Controle de Incêndios Florestais do Governo do Departamento de Santa Cruz, faz coro a esta afirmação e conta que até agora não foi contatado pelo projeto, apesar da experiência de Santa Cruz em lidar com o tema por meio de diferentes iniciativas desde 2004. “Unificar critérios e propor uma só alternativa contra o fogo é a melhor forma de trabalhar. Separados não conseguiremos os resultados esperados”, afirma.

*Atualizado às 16h59 de 16 de março de 2012



“Não vivemos em um mundo perfeito”

Acesso as 11.25 - 29/02 http://www.oeco.com.br/convidados/25821-nao-vivemos-em-um-mundo-perfeito

As cabeceiras ocidentais da Amazônia estão abrindo-se para um boom de petróleo e gás. Multinacionais petrolíferas estão fazendo grandes descobertas ao longo de toda a faixa oeste dos Andes, desde a Venezuela passando por Colômbia, Equador, Peru e Bolívia, no que é chamado de tendência Sub-Andina.
O cinturão de petróleo e gás está sob a mais rica biodiversidade da Terra. E essa região de cabeceiras é lar para muitos indígenas que vivem voluntariamente em isolamento e que nunca foram contatados. Num mundo ideal, todas essas cabeceiras estariam fora do alcance da exploração de petróleo e gás.

No entanto, não vivemos em um mundo perfeito. Apesar da luta para proteger os povos indígenas e a biodiversidade através da criação de reservas, empresas de petróleo e gás fazem novas descobertas todos os dias.

Ao mesmo tempo que trabalhamos para a criação de mais áreas protegidas livres da exploração de petróleo e gás, também temos de exigir que as companhias de petróleo usem os mais altos padrões e empreguem os melhores métodos de operação visando proteger a floresta e os habitantes das áreas onde estão autorizadas a atuar.

Onde podemos observar tais práticas? Bem, não há muitos exemplos. A maioria do desenvolvimento segue os padrões trágicos e destrutivos que vemos no leste do Equador.

No entanto, há um lugar onde o aprendizado de como gerir o petróleo e gás pode ser visto. Esse lugar é Camisea, grande empreendimento nas cabeceiras do rio Urubamba, no Peru.

Camisea é o melhor exemplo de um novo conceito de desenvolvimento chamado "offshore interior". Vista de cima, se assemelha a qualquer outra plataforma de petróleo no mar, mas sobre um oceano de floresta intocada. Não há estradas em Camisea. Os dutos foram construídos por helicóptero e os corredores de oleodutos foram reflorestados para impedir o acesso ao local. A única entrada é por via aérea e o acesso é controlado ao longo do Rio Urubamba.

A tragédia no leste do Equador nos ensina que as piores conseqüências da tradicional exploração petrolífera são causadas por efeitos secundários como invasões de terras, queima de florestas, extração ilegal de madeira, plantações de coca, caça de animais selvagens e mineração ilegal de ouro. Sem estradas, no entanto, a terra permanece inacessível e estes efeitos secundários não ocorrem.

A exploração de petróleo e gás está avançando em ritmo acelerado na parte superior da Amazônia. Nosso desafio é duplo: o primeiro é mantê-la longe de áreas que devem ser totalmente protegidas. E segundo, exigir que o modelo de "offshore interior" seja obrigatório para todas as áreas onde a exploração de petróleo e gás é permitida.

Compras de Páscoa podem ser mais sustentáveis

ACESSO AS 11.12 - DIA 29/03 http://vamostiraroplanetadosufoco.org.br/compras-de-pascoa-podem-ser-mais-sustentaveis/

Publicado em 28 de março de 2012 18:23
Nesta Páscoa, os consumidores podem assumir uma atitude mais sustentável e levar para casa seus ovos de chocolate em sacolas reutilizáveis. Às vésperas da substituição definitiva das sacolas descartáveis nas lojas e do feriado de Páscoa, os supermercados paulistas incentivam a adoção da prática ecológica.

“Uma boa ideia é aliar as campanhas promocionais desta época do ano com a da substituição das sacolas”, diz o presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS) João Galassi. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público Estadual, Procon-SP e APAS prevê o fim do descarte das sacolas no setor supermercadista em 3 de abril.

Pelo acordo, os supermercados devem informar nas lojas a mudança e oferecer gratuitamente uma opção para que os clientes levem os produtos para casa até esta data. Após o prazo, para adaptação, cada cliente deve levar sua sacola reutilizável ou outra opção sustentável, como carrinhos ecológicos. Veja aqui a íntegra do acordo.

Promoções de Páscoa

Quem comprar chocolates e ovos de Páscoa no Walmart, por exemplo, terá um caixa exclusivo em todas as lojas da rede no País. A iniciativa, inédita no varejo brasileiro, é baseada em sugestão dos próprios consumidores e visa facilitar ainda mais a experiência de compra nesta época do ano.

Para a sazonalidade, a rede varejista prevê um aumento nas vendas de 20% com relação ao ano passado e oferece itens de marca própria, importados, bem como produtos líderes na categoria.

terça-feira, 27 de março de 2012

Código Florestal: por que tanto barulho?

ACESSO AS 16.03 - 27/03 http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/codigo-florestal-porque-tanto-barulho-680248.shtml

Com uma das maiores florestas do mundo, o Brasil vive um impasse político que já dura anos: a revisão do Código Florestal brasileiro, a Lei 4.771, que regulamenta a atividade humana nas áreas de vegetação natural com o objetivo de protegê-las e recuperá-las.

O primeiro Código Florestal é de 1934 e sua versão atual tem como base a Lei aprovada no Congresso Nacional em 1965. Desde então, o documento sofreu uma série de emendas e modificações entre o final dos anos 80 e inicio da última década.

Em 2009, foi formulada proposta para uma terceira versão do Código Florestal – que ainda tramita no Congresso –, tendo sido aprovada na Câmara dos Deputados em maio de 2011 e no Senado Federal, em dezembro. Atualmente, o projeto se encontra na Câmara de Deputados para última votação antes de ir para sanção presidencial.

Durante todo o processo, a proposta suscitou discussões acaloradas na sociedade, entre produtores, políticos, ambientalistas, governo e especialistas. Desde a Constituição de 1988, poucos projetos tiveram um debate tão intenso e acalorado como o Código Florestal.

Os pontos críticos da proposta dizem respeito, entre outros, ao tamanho das propriedades que devem ser preservadas, a anistia e punição de quem desmatou áreas protegidas e a recuperação das áreas desmatadas.

Veja os mapas explicativos do código
Veja os mapas explicativos do código:
- Reserva Legal e APPs
- Estrutura produtiva e outros

ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - APPs
São trechos de vegetação protegidos legalmente, que não podem ser manejados, aproveitados comercialmente ou derrubados, Estas áreas são escolhidas por serem sensíveis e importantes para a manutenção da saúde do bioma do qual fazem parte.

Com a proposta em tramitação no Congresso, a faixa ao redor de rios menores (de até dez metros de largura do leito), a ser recuperada e protegida foi reduzida de 30 para 15 metros.

Os defensores da medida garantem que a proteção é suficiente e não dificultaria a vida de agricultores com propriedades pequenas cortadas por rios. Quem critica, afirma que é uma área muito pequena, o que favoreceria o assoreamento e a morte dos rios.

Outros dois pontos relativos às APPs é a liberação para o desmatamento de encostas com inclinação entre 25º e 45º, bastante usadas no cultivo de café e de maçã – o que aumentaria o risco de deslizamentos, segundo ambientalistas – e ainda a retirada de algumas áreas de mangue utilizadas para cultivo de camarão da denominação de Área de Preservação Permanente.

MENOS AMAZÔNIA
Toda propriedade rural brasileira deve ter uma porcentagem de vegetação protegida, que pode ser manejada para uso econômico, mas sem o corte raso da floresta. Essa área é chamada de Reserva Legal e visa garantir proteção mínima e distribuída da biodiversidade, solo e água em todos os biomas brasileiros.

No caso das propriedades localizadas dentro da Amazônia Legal, essa área é de 80% para áreas de floresta, e 35% para cerrado. Nos demais biomas do país, a reserva legal deve ser de 20%.

TEU PASSADO NÃO TE CONDENA
A questão mais polêmica do texto talvez seja a anistia às multas e penalidades aos proprietários que tenham desmatado áreas de preservação antes de 2008, uma vez que assinem termo se responsabilizando pela recuperação de parte da área impactada, um ponto de disputa entre todos os órgãos e alas que debatem o projeto.

Ambientalistas rejeitam a ideia de anistia e admitem a possibilidade de abrandamento de penalidades – condicionadas à recuperação completa do dano ambiental – apenas se a data de corte for anterior a última alteração do código florestal, em 2001. O chamado setor ruralista, por sua vez, pressiona para que a anistia seja total, irrestrita e sem a necessidade de recuperação das áreas desmatadas antes de 2008.

RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DESMATADAS
A recuperação de áreas desmatadas também entra em cheque com o novo Código. Um dispositivo na lei garante que os infratores possam recuperar 50% desse terreno com espécies exóticas e até permite que a compensação seja feita em outra área, gerando uma espécie de mercado de áreas preservadas.

Os defensores dessa medida garantem que ela pode ser positiva, justamente por permitir que quem preserva mais do que precisa, seja compensado financeiramente, disponibilizando sua área para outros.

Quem não apoia a ideia, diz que o uso de espécies exóticas funcionaria como uma forma de continuar a explorar a área ilegalmente, plantando espécies de valor comercial e que o “aluguel” de matas não compensaria o desmatamento local.

Ficariam desobrigadas ainda, de acordo com a nova proposta de texto, as propriedades com tamanho inferior a quatro módulos fiscais - uma medida que varia entre as regiões do país, de 20 a 440 hectares – a recuperar áreas desmatadas antes da promulgação da lei.

Para os ambientalistas, mais um dispositivo de anistia global. Para os produtores, uma forma de não prejudicar o agricultor familiar.

O texto da proposta foi do Senado para a Câmara, já tem um parecer final do seu relator, ainda não apresentado, e espera para ser votado novamente na Câmara e encaminhado para as mãos da presidente Dilma. Depois de idas e vindas, a oposição e o setor ruralista ameaçam trancar a votação da Lei Geral da Copa para apressar uma decisão do Código, enquanto ambientalistas já focam o veto pelas mãos do Executivo.

Em junho, o Brasil sediará a Rio+20, Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, sem fazer, no entanto, a lição de casa.


Dia da Água: tempo de comemorar... e reivindicar

Acesso as 15.55 - 27/03 http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/dia-agua-tempo-comemorar-reivindicar-622170.shtml

De maneira geral, a sociedade tem muita dificuldade em manter o foco no uso consciente da água... e o desperdício vai se perpetuando, principalmente nas grandes cidades. É certo também que o uso da água pelo ser humano representa uma fatia pequena do consumo total, uma vez que cerca de 70% do uso vai para a agricultura, 20% para uso na indústria (nos produtos e processos) e apenas 10% da água serve ao ser humano de forma direta. Isso significa que seria necessário rever várias das atividades humanas, se realmente queremos obter um maior impacto no uso mais racional deste recurso natural. É um grande desafio, sem dúvida.

Acho importante chamar a atenção para outro problema grave e que está “matando” nossa água, principalmente de que quem vive nos grandes aglomerados urbanos – a falta de coleta e tratamento dos esgotos. É mesmo um desastre ambiental diário e silencioso. Menos de 44% da população está ligada a uma rede de esgotos e menos de 30% do esgoto é tratado, segundo dados do Ministério das Cidades - Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis) 2008 -, então são bilhões e bilhões de litros de esgotos jogados in natura todos os dias nos nossos rios, lagos, bacias e mar. Isso significa um impacto ambiental grave que deve ser ferozmente combatido, se realmente queremos um país sustentável, econômica, social e ambientalmente.

Poluída, a água passa de grande aliada do ser humano a seu um inimigo mais poderoso ao transmitir várias doenças, como mostrado pelo Instituto Trata Brasil em seu último estudo “Esgotamento Sanitários Inadequados e Impactos na Saúde da População”. Este estudo, realizado com dados das 81 maiores cidades do País (acima de 300 mil habitantes), mostra que as diarreias respondem atualmente por mais de 50% das doenças relacionadas ao saneamento básico inadequado, e o pior de tudo, que o grupo mais vulnerável dessa tragédia são as crianças de até 5 anos de idade - em 2008 foram 67,3 mil crianças dessa faixa etária internadas por diarreias, número que representou 61% de todas essas hospitalizações.

Outro tema que beira o absurdo é o nível médio de perda de água no Brasil que é de 40%, um número assustador quando pensamos que de cada 100 litros de água coletada da natureza e tratada para envio à população, 40 litros em média são perdidos, seja por vazamentos, seja por roubo ou outros fatores. Há cidades no país aonde as perdas de água chegam a 70% ou até mais... o que dizer ? É certo que há também bons exemplos de empresas com fortes investimentos e que estão reduzindo as perdas para atingir níveis abaixo de 20%, mas o desafio é grande e tem que ser perseguido diariamente. Cabe aos gestores públicos responsáveis, ou seja, Governo Federal, Governadores e Prefeitos, olharem atentamente a gestão das empresas operadoras em sua cidade ou Estado e cobrar estas melhorias, cobrar metas de avanço em coleta e tratamento, cobrar transparência dos dados à sociedade, etc.

Só assim, com fiscalização, com investimentos constantes na solução dos esgotos, com amplas campanhas de informação à sociedade e comprometimento dos governantes conseguiremos ver nossos cursos d´água melhorarem trazendo de volta o ecossistema natural do oceano, dos lagos, rios e das bacias hidrográficas, tão importantes para o equilíbrio da vida, para o abastecimento de água das cidades, para o lazer e tantas outras coisas importantes ao ser humano .

É tempo de comemorar o Dia Mundial da Água, mas também de usar toda nossa energia na cobrança das autoridades e na mobilização da sociedade.


A ideologia da sustentabilidade brasileira

acesso as 15.41 - 27/03 http://oecoambiental.blogspot.com.br/2009/06/construcao-da-sustentabilidade-no.html

Segundo um dos mestres brasileiros Paulo Freire, a palavra é o resultado da leitura do mundo. Somos resultado do meio ambiente em que vivemos. Esta seria uma dedução lógica ao pensamento do mestre. O Brasil em sua história quando sistematiza a leitura dos conflitos socioambientais escreve um Brasil de várias ideologias ambientais. Segundo a filosofa brasileira Marilena Chauí, o termo ideologia aparece pela primeira vez em 1801 no livro de Destutt de Tracy, Eléments d'Idéologie (Elementos de Ideologia). "Pretendia elaborar uma ciência da gênese das idéias, tratando-as como fenômenos naturais que exprimem a relação do corpo humano, enquanto organismo vivo, com o meio ambiente." Esta gênese da ideologia seria já um ponto de partida para percebermos que o Brasil possui uma identidade da sustentabilidade, somos resultado de onde pisamos, vivemos, convivemos e de tudo que recebemos de informação. Se recebemos alienação diante a opressão vivida pela maioria do povo brasileiro, excluído da distribuição justa e sustentável da riqueza produzida no país, temos o direito de produzirmos nossa ideologia da sustentabilidade que promova a Justiça socioambiental no Brasil Estamos construindo um país ambientalmente, mais justo, para todos vencendo a opressão da degradação das idéias, da importação aculturada e degradada daqueles que estão destruindo pessoas e o meio ambiente em nosso país e no mundo.
O Brasil hoje é na geopolítica mundial um país cada vez mais importante porque detemos boa parte dos recursos naturais que são escassos na Terra. A questão fundamental é como valorizamos um de nossos mais importantes recursos: o povo brasileiro. Ser brasileiro é algo singular. É fascinante. Saber do potencial criativo, dinâmico e da capacidade que o brasileiro possui para conviver com estes recursos naturais, que felizmente fomos presenteados na geografia de Deus, que nos cedeu esta convivência é antes de tudo respeitar quem luta por um Brasil sustentável. O Brasil sustentável consideramos o Brasil dos que não se apegam, não reproduzem, agridem ou oprimem nosso povo através de ideologias e atitudes fatalistas, catastróficas, intolerantes com o povo brasileiro. Como um outro grande brasileiro chamado Geraldo Vandré somos pelo Brasil que "Faz a hora e não espera acontecer".
A produção da ideologia da sustentabilidade no Brasil vem se construindo pelas nossas compreensões da formação do Estado brasileiro, das relações étnicas, de classe, dos conflitos socioambientais de nossa história nacional e mundial. Se valorizarmos esta produção da sustentabilidade brasileira, vamos com certeza elevar nossa qualidade de vida, de forma bem brasileira. Nossa "ginga intelectual" . Somos muito mais que mestres no futebol e no carnaval. Nossos mestres podem ou não passarem pela formação acadêmica. Temos múltiplas formas de educação socioambientais como nossa música, nossos grupos culturais, as Escolas de Sambas, os Grupos de Capoeira, os Povos Indígenas, as Comunidades Tradicionais, Quilombolas, porque não dizer nossos campos de futebol que gestam talentos, craques que o mundo aplaude em várias modalidades esportivas. Nossas festas como o Carnaval, o festival de Parintins na Amazônia brasileira, as festas de São João, os Congados, as Folias de Reis, Maracatu, o Vanerão do sul do Brasil, Bumba Meu Boi, entre tantas manifestações culturais e não folclóricas como ideologicamente são nominadas. Tudo isto é meio ambiente. Todos nós somos meio ambiente. Fazemos parte, somos protagonistas, sujeitos e não objetos de consumo, seres sem alma, sem identidade, sem raízes. Produzimos excelência em várias áreas que se enriquecem com nossas florestas, nossa fauna, todos nossos recursos naturais.Os mestres desta vasta e rica cultura socioambiental precisam ser valorizados, são nossas raízes. Referências da dignidade e da singularidade do povo brasileiro. A tecnologia da sustentabilidade no Brasil não será construída pela arrogância dos que fazem da palavra uma forma de empobrecer maiorias. Aqui no Brasil temos cultura, raízes. Uma nação só será livre se souber de suas raízes culturais, de sua história, da formação de nossa identidade. Temos uma identidade de povo brasileiro de muito valor que merece ser respeitada. Temos uma gestão aqui no Brasil de um mundo que quer ser livre, sustentável, com dignidade de vida e acesso justo para maioria do povo brasileiro aos nossos recursos naturais. Estamos produzindo riquezas que queremos: sejam melhor distribuídas entre nós brasileiros. Trabalhamos para valorizar as patentes brasileiras de nossa capacidade intelectual, de produção de conhecimentos, ideológica e tecnológica. Podemos ser um dos primeiros países que implante uma Agenda 21 que saiba aprender com a história, nossa cultura, acreditando em nossa capacidade humana de respeitar, valorizar, buscar harmonizar o povo brasileiro e os recursos naturais que felizmente ainda existem no Brasil. Nossas raízes culturais iluminam nossa tecnologia socioambiental em todas as áreas do saber, das ciências humanas, biológicas, exatas. Vamos além desta visão limitada e cartesiana que o neoliberalismo arcaico e opressor tenta aqui ideologicamente desagregar a cultura brasileira. Podemos sim aprender a valorizar principalmente o povo brasileiro. Vencer os problemas socioambientais do racismo, da péssima distribuição de renda, da falta de informação ambiental. Somos capazes em todas áreas da produção do conhecimento humano. Temos uma agenda de excelentes seres humanos sim, daquelas pessoas que lutaram e lutam em nossa história para que sejamos um pais para todos e não para pequenas minorias empobrecedoras. Minorias excludentes que dão a nossa juventude, filhos, família, o péssimo exemplo da corrupção e da intolerância ao povo brasileiro que constrói há séculos a riqueza do país.
Chamamos de sustentabilidade a valorização da pessoa humana e de todo nosso ambiente. Valorizar o povo brasileiro é um ponto de partida para nossa vitoriosa caminhada por um Brasil ambientalmente mais justo. Todo aquele que é intolerante com o povo brasileiro, que não nos respeita como cidadãos e como nação, está degradando o meio ambiente no Brasil e porque não dizer no mundo. Estes produzem suas ideologias do "desenvolvimento sustentável" mas possuem a prática daqueles que degradam e insistem em destruir a pessoa humana, o meio ambiente. Alguns ainda vivem a síndrome da neocolonização. Acham que o que vem de fora do Brasil é melhor. Tentam oprimir o povo brasileiro em nossa própria terra. Estas pessoas estão cada dia mais empobrecidas porque acham que desfazer do nosso povo, de nossa cultura, de nossa história reafirma o saber "universal" da opressão neoliberal colonizadora. Por isto insistem em fazer da palavra apenas uma opressão. Estão escravizadas e tentando escravizar o povo brasileiro. Criam um vocabulário "ambientalês" que afastam as pessoas, excluem a maioria do povo a reafirmação de nossa auto-estima e competência como nação. Redigem a exclusão, promovem o vocabulário da academia que aliena, perdida em conceitos dos chamados ideólogos ambientais da alienação. Conceitualizam e sistematizam uma crise ambiental gerada pela ideologia do academicismo, do burocratismo, da opressão intelectual, dos jargões "acadêmicos", que copiam em xerox o referencial cartesiano da razão neoliberal estagnada, em crise. Estas não criam outra coisa senão a degradação e a destruição de pessoas e do meio ambiente em nosso país e no planeta.
Nada vai deter a caminhada do povo brasileiro para a valorização de nossa auto-estima como povo e como nação. Os porta-vozes da degradação vivem tentanto desqualificar o povo brasileiro dizendo que não tomamos conta da Amazônia. Tentam desqualificar nossas atitudes, ações, projetos sustentáveis. Por isto estes ideólogos que se dizem passar por ambientalistas, formados em grupos e universidades neocolonizadoras divorciadas do Brasil, querem oprimir nosso povo. Se nossa palavra é nacionalista não tenham dúvida: é brasileira sim. A palavra que está sendo escrita com nossa luta diária, em projetos, cursos de educação ambiental, seminários, eventos, conferências, transformações locais, com resultados de melhores níveis de qualidade de vida para todos. Que não excluem mas elegem nossos mestres, nossa história cultural como referência. Implantamos sim ações sustentáveis que valorizem o povo brasileiro, nossa capacidade intelectual, o meio ambiente e a construção de um país cada vez mais vitorioso e vencedor.
Participando da vigília em defesa da Amazõnia percebemos como o Brasil vem atuando na Amazônia produzindo e construindo a sustentabilidade. Estamos sim construindo um Brasil que produz nossa ideologia da sustentabilidade. Na medida em que o Brasil toma conhecimento como temos sim capacidade de fazermos a gestão sustentável da Amazônia, como podemos melhorar a cada dia esta gestão, vamos com certeza, melhorar a gestão da sustentabilidade de nossas cidades, nossas comunidades, locais de trabalho, escolas, famílias. Não podemos mais admitir que sejamos tratados com tanta intolerância em nosso próprio país. Não podemos aceitar mais a agressão em ambientes, espaços e infraestruturas que foram construídas pelos brasileiros nas quais as pessoas de nosso país não sejam respeitadas. Por isso precisamos elevar e melhorar nossa qualidade de vida em todos ambientes do Brasil. . Como a palavra ecologia (do grego Oikos + Logos) significa conhecer nossa casa, nosso país precisa cuidar melhor dos brasileiros nascidos aqui. Há séculos estamos construindo um país que ainda precisa em muito valorizar sua própria população. Cada pessoa oprimida, que passa fome de pão e de vida digna, nas ruas, nas residências, famílias, locais de trabalho, escolas, instituições, comunidades do campo e das cidades, excluídas por este modelo neocolonizador e degradado que tenta escravizar nosso povo, nosso meio ambiente, clamamos por libertação. Precisamos nos unir pela vida, pelo bem, pela Agenda 21 de uma sociedade digna para todos. Lutamos para que a Justiça Socioambiental no Brasil seja implantada.
O Brasil merece o Brasil porque somos uma nação e um povo que sabe vencer a opressão. Estamos e vamos vencer este jogo, construindo um Brasil sustentável.

Supermercados incentivam uso de sacolas ecológicas nas lojas

Acesso as 12.08 - dia 27/03 http://vamostiraroplanetadosufoco.org.br/supermercados-incentivam-uso-de-sacolas-ecologicas-nas-lojas/

Publicado em 26 de março de 2012 18:56
O consumidor paulista se adapta à nova prática sustentável nos supermercados. A partir de 4 de abril, definitivamente, todos os supermercados substituirão as sacolas descartáveis. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), em vigor desde 3 de fevereiro, conscientiza os clientes sobre a importância da mudança de comportamento.

“Todos nós estamos empenhados na causa. O descarte irracional de sacolas traz inúmeros problemas ao meio ambiente. O setor é pioneiro na iniciativa e já é exemplo para todo o Brasil”, disse o presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS) João Galassi.

Cumprimento do TAC

O acordo entre o Ministério Público do Estado de São Paulo, o Procon-SP e a APAS prevê um período de adaptação aos clientes para a substituição das sacolas. Para isso, as lojas devem oferecer gratuitamente uma alternativa até o dia 3 de abril, quando, definitivamente, as sacolas descartáveis serão abolidas no setor.

No Dia do Consumidor (15 de março), as lojas presentearam os seus clientes com uma sacola reutilizável. Quem adquiriu no mínimo cinco itens ganhou uma embalagem ecológica para ser utilizada nas compras. Outra regra do TAC prevê a disponibilização de sacolas econômicas a R$ 0,59.

“O consumidor está mais preparado para, a partir de abril, levar sua sacola reutilizável às compras. A campanha pela substituição da sacola descartável segue forte”, diz o diretor de Sustentabilidade da APAS João Sanzovo.

domingo, 25 de março de 2012

Exclusivo do RS, Lagartinho do Pampa está ameaçado de extinção

ACESSO AS 25.32 http://redeglobo.globo.com/globoecologia/noticia/2012/02/quero-quero-e-coruja-buraqueira-sao-especies-comuns-no-pampa-gaucho.html
O Globo Ecologia deste sábado foi até o Pampa gaúcho conhecer uma espécie de lagarto que só ocorre na região e está ameaçada de extinção. O lagartinho do pampa está presente em apenas quatro municípios do Rio Grande do Sul (Alegrete, Rosário, Quaraí e Livramento) e vem sofrendo ameaça de extinção por conta da sombra das árvores que têm sido plantadas por lá.


Lagartinho do Pampa (Foto: Divulgação)A vegetação característica do bioma Pampa é composta por gramíneas, plantas rasteiras e algumas árvores e arbustos, que podem ser encontrados próximos a cursos d’água. Mas, atualmente, com a inserção de plantações de eucaliptos na região, utilizadas para abastecer a indústria de papel, algumas alterações graves estão ocorrendo no ecossistema local. As árvores de eucaliptos são muito altas e criam muita sombra no Pampa. Diferente de nós, seres humanos, que temos a temperatura do corpo constante, este animal precisa da luz do sol para se aquecer. Com o aumento das áreas de sombra, ele tem desaparecido do bioma.

É o que explica Laura Verrastro, professora do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS):


Professora Laura Verrastro (Foto: Divulgação)“O lagartinho do Pampa só é encontrado neste bioma porque ele precisa ficar próximo de morros de pedra areníticos e balsáticos que se erguem no meio do Pampa. Um estudo demonstrou que cada população deste lagartinho fica restrita a um determinado tipo de cruzamento e isso faz com que ele seja ainda mais vulnerável à ameaça de extinção. Junta-se a restrição de sua ocorrência em apenas quatro municípios em um só estado à restrição de apenas um tipo de cruzamento. Além da falta de intercâmbio genético, esta espécie também muito vulnerável para sofrer alterações ambientes. Então, para qualquer região que ele vá, ele desaparecerá. O mesmo ocorre quando há qualquer alteração em seu habitat”.


Lagartinho do Pampa (Foto: Divulgação)Além do Brasil, o lagartinho do pampa está presente em quatro áreas do Uruguai, que possui o mesmo tipo de ambiente que o nosso. O lagartinho do pampa se alimenta de insetos e aranhas, principalmente. O mais grave da extinção é que o desaparecimento da espécie prejudica a conservação da diversidade do bioma.

“A extinção de uma espécie que existe apenas nesse lugar implica que ela desapareça do mundo. E junto com ela vai desaparecer tudo o que está em harmonia com essa espécie. Os ecossistemas vão desaparecendo por conta da alteração do habitat. Isso gera uma grande perda de biodiversidade. Aqui na UFRGS há um grupo que trabalha com o estudo de espécies de répteis que são exclusivas aos ecossistemas do Sul do Brasil para entender seu funcionamento”, acrescenta Laura.


Lagartinho do Pampa (Foto: Divulgação)A professora e seu grupo de estudos participaram em setembro de 2011 de uma oficina oferecida em São Paulo pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes da Conservação da Biodiversidade). No encontro foi feito um plano de ações para a conservação das espécies de anfíbios e répteis do Sul do Brasil.

“Dentro deste plano foram pontuadas várias ações importantes. A partir de 2012 vão acontecer vários tipos de trabalho que visam estudos de nível básico, como o da reprodução e da alimentação dos animais, além da elaboração de textos técnicos que ajudem os órgãos ambientais na preservação dessas espécies”, finaliza.


Quero-quero e coruja buraqueira são espécies comuns no Pampa gaúcho

ACESSO AS 15.25 http://redeglobo.globo.com/globoecologia/noticia/2012/02/quero-quero-e-coruja-buraqueira-sao-especies-comuns-no-pampa-gaucho.html

Espécie comum nos ambientes campestres, o quero-quero foi adotado pelos gaúchos como ave símbolo do Rio Grande do Sul em 1980. Para Felipe Zilio, especialista em aves e doutorando em Biologia Animal pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a eleição tem explicação: o quero-quero faz parte da cultura popular gaúcha e aparece até no cancioneiro regional.

“Creio que a ave foi eleita porque o homem gaúcho tem um vínculo grande com o campo. O quero-quero, cujo nome é uma onomatopéia do som que ele emite, é uma ave de médio porte, com mais ou menos 30 centímetros, comum em gramados, campos de futebol e fazendas. Normalmente, ele se reproduz na primavera, quando mais recursos alimentares estão disponíveis, e a fêmea costuma colocar de três a quatro ovos. O quero-quero se alimenta de larvas de insetos, peixes, crustáceos e artrópodes”, explica.

Com uma faixa preta do pescoço ao peito e um penacho, o quero-quero tem um desenho chamativo de preto, branco e cinzento na plumagem, além de íris e pernas avermelhadas. Conhecido também como sentinela do campo ou espanta-boiada, o pássaro ganhou esses nomes porque, a qualquer sinal de perigo, faz uma grande gritaria. “A ave não é das mais amistosas, mas se adapta bem à cidade. Ela tem um esporão ósseo na ponta das asas, exibido aos rivais ou inimigos sempre que se sente ameaçada”, diz o especialista.

Síndrome da Floresta Vazia é o empobrecimento da biodiversidade

ACESSO AS 15.19 http://redeglobo.globo.com/globoecologia/noticia/2012/03/sindrome-da-floresta-vazia-e-o-empobrecimento-da-biodiversidade.html

Já faz pelo menos 20 anos que se ouve falar sobre “Síndrome da Floresta Vazia”. Foi em 1992 que Kent Redford, o irmão do ator Robert Redford, da série "Indiana Jones", dissertou sobre o esvaziamento e empobrecimento da biodiversidade no artigo “The Empty Forest” (“A Floresta Vazia”), publicado no volume 42 da revista científica BioScience. Utilizado até os dias atuais, o termo é tema do Globo Ecologia deste sábado, que mostra como a fragmentação das florestas, o corte de plantas e a caça ilegal de animais são as principais causas do desaparecimento de espécies. No programa, o professor do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp-Rio Claro), Mauro Galetti, fala sobre a perda delas, seus motivos e consequências.

“Esse conceito surgiu com a constatação do trabalho do americano Kent Redford de que a caça de subsistência ou a comercial está dizimando milhões de animais anualmente nas florestas tropicais”, explica Mauro Galetti, referindo ao diretor do instituto Wildlife Conservation Society (WCS), sediado em Nova York.

A “Síndrome da Floresta Vazia” afeta principalmente as florestas tropicais da Mata Atlântica e da Amazônia. Além da caça de animais de grande porte também são grandes responsáveis por esse fenômeno o corte e a comercialização ilegal de alimentos, como o palmito juçara, e a transformação de trechos do bioma em pasto e agricultura.

“Estima-se que 60 milhões de animais sejam abatidos anualmente somente na Amazônia brasileira. Essa caça é seletiva e afeta principalmente os grandes animais, como antas, macacos veados e porcos do mato. Muitas florestas contínuas já não possuem mais esses grandes vertebrados. Atualmente, mesmo em áreas protegidas a caça é comum. Seja na Amazônia ou na Serra do Mar, a caça ‘esportiva’ ou de subsistência é comum”, explica Mauro Galetti.

A retirada de uma espécie de seu habitat natural é prejudicial para todas as outras do ecossistema. Sem a anta, por exemplo, não há dispersão de sementes, impossibilitando o surgimento de novas árvores. Ela pode ingerir sementes de tamanho grande, que saem em suas fezes, longe de onde foram consumidas. Por outro lado, sem o fruto do palmito juçara, cerca de 60 espécies de aves e mamíferos na Mata Atlântica ficam sem alimentação.

“Coibir a caça seria uma maneira efetiva de se evitar a floresta vazia”, afirma Mauro Galetti.
Proibir o corte de árvores e a transformação de trechos do bioma, também. E, como mostra o Globo Ecologia, é importante que governos, pesquisadores e ativistas continuem investindo em pesquisas científicas, na fiscalização das florestas e na educação ambiental.

Cão-guia. Essa relação é animal!

ACESSO AS 15.01 http://www.ressoar.org.br/dicas_inclusao_sentidos_cao_guia_relacao_animal.asp

Cão-guia. Essa relação é animal!
O cão-guia é uma companhia que necessita de afeto e muitos cuidados. Em ontrapartida, são os olhos fiéis daquele que não vê





Por Daiane Brito - Revista Sentidos

O dito popular diz: “o cão é o melhor amigo do homem”. No caso do cão-guia, além de fazer companhia, o bichinho compartilha do seu faro e da sua agilidade canina para ajudar a melhorar a vida do dono. Pode ser observado que nem todas as pessoas se adaptam ao recurso canino, mas todas aquelas que trocam a tradicional bengala pelo animal garantem que além de um amigo fiel, ganham carinho, amor e dedicação incondicionalmente. “Meu labrador é um pedaço de mim. Talvez o melhor”, revela o consultor em agronegócios Luiz Alberto Melchert, de São Paulo. A advogada paulista Thays Martinez, presidente da ONG IRIS e dona do Diesel, concorda: “O cão-guia é insuperável”.

No Brasil, existem mais de 1,4 milhão de cegos, de acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Mas há menos de cem cães-guia em atuação, segundo a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo. Para a advogada, este número ainda é baixo porque há poucos projetos, o treinamento é complexo e uma das maiores dificuldades é encontrar instrutores capacitados.

Quero um cãozinho! - O primeiro passo é fazer o cadastro em uma instituição especializada. O tempo de espera varia, pois é preciso encontrar um cão compatível com as necessidades de cada pessoa. No caso de Álvaro da Silva, de Itajaí (SC), levou cinco meses para ganhar da Escola de Cães-Guia Helen Keller (SC) o golden retrivier Rama, e para a consultora de inclusão social Jucilene Braga, a fila andou, e em nove meses recebeu Charlie, da IRIS (SP). Para José Carvalho o processo não foi tão eficiente quanto gostaria, e o servidor público aguardou por mais de quatro anos na ONG Integra (DF).

Thays explica que o candidato deve ter condição boa de mobilidade, noções de ambiente, responsabilidade e principalmente gostar de animais. “É preciso querer muito. O cão-guia não é apenas um instrumento. Ele faz isso pelo afeto ao seu dono. O amor é a sua recompensa”. A advogada conta que seu primeiro cão-guia, o Boris, a ajudou a romper barreiras, e que a amizade e a intimidade entre ambos foram marcantes em sua vida. Além disso, ele tinha uma capacidade incrível de memorizar lugares e endereços. “Um lia o pensamento do outro”.

O psicólogo George Harrison, diretor do Instituto Cão-Guia Brasil (RJ), acredita que é preciso incentivo não apenas do governo, mas de empresas e de toda a sociedade para aumentar o número de beneficiados. “Meu sentimento na hora da entrega do cão, por ver a felicidade da pessoa e saber o quanto a vida dela vai mudar, só se compara ao nascimento dos meus filhos”, revela. No Instituto Cão-Guia Brasil, assim como no IRIS, há mais de 3 mil pessoas aguardando na fila. Por serem organizações sem fins lucrativos, precisam de parcerias, principalmente com canis.



Tenho e recomendo - José Carvalho é morador de Cataguases (MG), está hoje com 50 anos, e aos 6 foi diagnosticado com retinose pigmentar. A partir dos 36 anos, passou a precisar de auxílio para se locomover. Mas foi há apenas cinco anos que tudo mudou em sua vida. “Deixei de depender das pessoas para, por exemplo, ir ao barbeiro. A Frig (nome de sua cadela) guia com maestria e eficiência, além de ser muito simpática e adorar mimos de todos que nos abordam. Aprendo a cada dia com minha companheira. Ela faz parte de mim”.

Álvaro da Silva, um professor de 49 anos, teve complicações em uma cirurgia de miopia aos 18. Está com o cãozinho Rama desde 2010. “É imensurável o ganho com a presença do meu amigo. Independência, qualidade de vida, segurança, afetividade e tantas outras vantagens que posso resumir em cidadania, ou melhor, o resgate dela”.

Jucilene, que mora em São Paulo e tem 30 anos, perdeu a visão aos 5 após um tiro acidental de espingarda de chumbinho. E em 2007, ganhou o Charlie. “Não só minha velocidade de caminhar mudou, mas também a forma como as pessoas começaram a me encarar. Tenho muita gratidão, porque ele é meu amigo, meu fiel companheiro quem me tira de perigos...Enfim, é simplesmente maravilhoso”.

Já o paulistano Luiz Alberto, de 55 anos, perdeu a visão aos 14 por glaucoma congênito. Está no seu quarto cão e desde 2005 conta com a companhia do Sambucan Y. “Seria mais fácil me perguntar se sou capaz de imaginar a vida sem um cão- guia, pois os tenho faz tanto tempo que não sei como é viver sem eles”.

O Cão-Guia - As raças mais utilizadas para o treinamento de um cão-guia são golden retriever e labrador, pelo temperamento dócil, fácil adaptação e porte físico. A formação tem início com a seleção genética e comportamental. A partir dos dois meses de idade, o cão é adotado por uma família voluntária para o processo de socialização. O interessado em ser voluntário precisa se cadastrar e passar pela entrevista da instituição. Depois de selecionado, receberá instruções de como iniciar a educação do animal. No início, os comandos são simples, como ensiná-lo a sentar, parar, obedecer ordens pelo nome e a fazer as necessidades fisiológicas nos lugares certos. O mais importante nesta fase é levar o filhote para todos os ambientes, até mesmo ao trabalho, pois o cão precisa conhecer atividades cotidianas e se adaptar a lugares movimentados, como shopping, supermercado, restaurante, trem, ônibus e até o trânsito. “São 24 horas por dia e sete dias por semana com a Europe. É preciso muito amor e dedicação, haja vista que ela será os olhos de alguém”, explica o economista Luciano Bellocchi, voluntário do Projeto Cão-Guia, do Sesi-SP.

As despesas com ração e acompanhamento veterinário são custeadas pelas instituições ou arcadas pela família, dependendo do projeto. O voluntário precisa estar ciente de que o filhote não é um animal de estimação, e sim que está sendo preparado para ser um trabalhador. Quando o animal completa 1 ano, está pronto para voltar à instituição e iniciar o treinamento. “Vai ser triste quando a Europe for embora, mas já me preparei, sei que é por um bem maior”, diz Bellocchi.

“Habilitação canina” - No treinamento específico, o cão aprende a desviar de obstáculos, perceber o movimento do trânsito, identificar objetos, encontrar a entrada e saída de diferentes locais, entre diversas outras atividades. De seis a oito meses já estará pronto para ser entregue ao usuário. O novo dono também recebe instruções dos comandos necessários para o cão conseguir guiá-lo. Além de aprender como cuidar do seu novo amigo. Esta fase é chamada de ‘treinamento de time’, que dura em média um mês. “Inicialmente foi difícil deixar a bengala para iniciar com o cão, mas aos poucos fui tendo segurança e confiança. Hoje somos um”, conta o catarinense Álvaro.

A dupla recebe auxílio do projeto com acompanhamento periódico para avaliar a evolução do trabalho e verificar se o animal está recebendo o tratamento correto. Em geral, um cão-guia está apto para trabalhar até os 8 anos e depois precisa ser aposentado. Ele também deve e pode ter uma vida normal, como qualquer cão que brinca com crianças, corre em parques e se diverte com o seu dono. Mas enquanto estiver guiando, deve ter seu trabalho respeitado. Um desvio de atenção pode ocasionar uma queda ou até um acidente mais grave. Interagir com o animal não está proibido, desde que seja em seu momento de descanso. “Tenho feito vários amigos por meio do meu príncipe Charlie”, conta Jucilene. O mineiro José Carvalho concorda: “A Frig é responsável pela elevação da minha autoestima. Ela me proporciona mais contato social”.

O usuário de cão-guia pode ingressar e permanecer em ambientes de uso coletivo assegurado pela Lei nº 11.126, de 2005. “Já tive problemas para entrar em táxis, restaurantes e supermercados. Mas informo meus direitos e se necessário mostro a documentação e o pedido de desculpa vem logo em seguida”, esclarece Jucilene.

Associação da Guatemala transforma bicicletas velhas em “bicimáquinas”

ACESSO AS 14.55 - 25/03 http://www.ressoar.org.br/dicas_reciclagem_associacao_guatemala_bicicletas_bicimaquinas.asp

Reciclagem de bicicleta não é nenhuma novidade. Mas uma organização sem fins lucrativos chamada de Associação Maya Pedal, com sede em San Andrés Itzapa, na Guatemala, está transformando peças de bicicleta em máquinas sem eletricidade movidas a pedal, chamadas de "bicimáquinas".

Fundada pelo engenheiro e entusiasta de bicicleta Carlos Marroquin, a organização aproveita as bicicletas doadas pelos Estados Unidos e o Canadá, para realizar uma série de tarefas que normalmente exigiriam eletricidade, que é muitas vezes indisponível nas pequenas aldeias do país.

Além de liberar o usuário de custos crescentes da energia, a máquina pode ser usada em qualquer lugar, é fácil de manter, não polui e fornece um exercício saudável.



Cada bicimáquina é feita à mão na associação, por voluntários de vários lugares do mundo que operam em serviços de reparação de bicicletas, utilizando uma combinação de motos antigas, madeira, concreto e metal.

Entre as criações inspiradoras estão um debulhador de milho, que é uma máquina de bicicletas adaptadas para uma fábrica de moer, e uma bomba de água, que pode elevar a água de cinco a dez litros por minuto a partir de poços e furos até 30 metros de profundidade. Assim como liquidificadores, que servem para fazer sabonetes e xampus, bem como produtos alimentares.

Além da construção de bicimáquinas, a associação oferece um serviço de reparação de bicicletas assim como vendas de motos usadas. A Maya Pedal trabalha também com uma série de parceiros locais, ONGs, cooperativas agrícolas e produtores orgânicos.

Acesso à agua potável aumenta, mas mundo ainda sofre com falta de saneamento

ACESSO AS 14.48
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Acesso à agua potável aumenta, mas mundo ainda sofre com falta de saneamento

Por Diogo Silva

No início do mês de março, a UNICEF e a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgaram o relatório “Progress on Drinking Water and Sanitation 2012” (Progresso sobre Água Potável e Saneamento 2012), onde consta que o mundo alcançou a meta do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) de reduzir, pela metade, a proporção de pessoas sem acesso à agua potável segura. Mais de 2 bilhões de pessoas passaram a ter acesso a fontes de água melhoradas, como poços protegidos e abastecimento canalizado.

De acordo com o relatório, no final de 2010, 89% da população mundial (6,1 bilhões) dispunha de água potável, 1% a mais do que os 88% da meta do ODM. A UNICEF e a OMS esperam que, até 2015, 92% da população mundial terá acesso a esse recurso.

As organizações, porém, chamam a atenção para os 11% dos habitantes do planeta (783 milhões de pessoas) que ainda não dispõem de água potável e para os 37% sem acesso a serviços de saneamento básico (2,5 bilhões de pessoas). “Os números ainda são chocantes, mas os progressos anunciados demonstram que as metas dos ODM podem ser alcançadas, com vontade, esforço e fundos”, disse Anthony Lake, diretor executivo do UNICEF, durante o lançamento do relatório.

Disparidade entre regiões – Apesar dos números globais parecerem positivos, eles encobrem grandes diferenças entre regiões, além das disparidades internas encontradas em alguns países. A situação mais crítica é encontrada na África subsaariana, onde apenas 61% das pessoas tem acesso à água potável. Esse índice, na América Latina e Caribe, Norte da África e algumas regiões da Ásia, por exemplo, chega a 90%. “Alcançamos uma meta importante, mas não podemos ficar por aqui. O nosso próximo passo deve ser chegar às pessoas que são mais difíceis de alcançar, os mais pobres e mais desfavorecidos. A Assembleia-geral das Nações Unidas já reconheceu a água potável e o saneamento como direitos humanos, o que significa que temos de assegurar que todas as pessoas tenham acesso aos mesmos”, disse o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon.

No Brasil – Segundo o Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos 2009, publicado pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental em 2011, 81,7% da população brasileira é atendida por serviços de abastecimento de água e 44,5% dispõe de coleta de esgoto. Em comparação a 2008, o índice de abastecimento de água registrou crescimento de 0,5 ponto percentual. Já a coleta de esgoto, apesar de registrar oscilação positiva, ainda não atende a mais da metade das residências brasileiras.

As disparidades entre as regiões brasileiras são visíveis. A região sudeste, a melhor servida por serviços de água e esgoto, registra índice de atendimento de 90,6% (água) e 68,2% (esgoto), enquanto as regiões Norte e Nordeste registram, respectivamente, 58,5% (água) e 6,2% (esgoto) e 69,7 (água) e 19,7% (esgoto).

Para Albano Araújo, coordenador da estratégia de água doce da organização The Nature Conservancy, a questão do acesso à água potável e saneamento, no país, é uma questão de prioridade de investimentos. “Durante décadas as ações de captação e tratamento de esgotos, especialmente, não foram prioritárias porque elas não dão o mesmo retorno político das ações mais visíveis, como construção de estradas, pontes, monumentos, etc. Atualmente, uma parte do nosso déficit nesta área seria coberto com as ações do PAC, mas, ainda assim, não se resolveria o problema completamente”, diz Araújo.